Além da análise
As ondas da inovação atingem as empresas e mudam paradigmas de negócios. Mais do que isso. A tecnologia muda a dinâmica competitiva das indústrias. Os gestores não podem mais apostar em estratégias que contemplem investimentos apenas para novos serviços, produtos ou para a eficiência operacional. É preciso se preparar para competir em todos os ambientes e também para estabelecer prioridades de negócio de forma estratégica. O objetivo é antecipar-se às tendências de mercado e identificar novas oportunidades.
Nesse sentido, a utilização de ferramentas preditivas de análise de dados é cada vez mais essencial. Há 20 anos as empresas tinham ferramentas para acessar, armazenar e gerar relatórios, mas hoje é necessário analisar estes dados para gerar resultados de negócios, prever cenários e tomar decisões estratégicas.
As organizações com alta performance direcionam suas atenções para a análise preditiva para prosperar. Seus gestores utilizam dados e o raciocínio sistemático para tomar decisões que implicarão na melhoria da eficiência e resultados, além da redução dos riscos e aumento dos lucros.
O uso de Analytics, portanto, representa uma mudança para as empresas. Apenas constatar o que já aconteceu não é mais foco. A partir da análise preditiva é possível questionar qual será o próximo passo e como é possível trabalhar da melhor forma com isso.
Atualmente, a capacidade analítica está relacionada com a inteligência da empresa em obter dados precisos e utilizá-los de forma a tomar ações pró-ativas, de forma antecipada. De acordo com uma pesquisa da Accenture, as empresas de alto desempenho têm capacidades analíticas mais desenvolvidas que suas concorrentes. Além disso, a sua abordagem de entender essa análise como crítica (ou core) para os negócios é cinco vezes maior.
Para se ter uma ideia da aplicação desta abordagem nos negócios, podemos utilizar o exemplo do clube de futebol Milan, que utiliza Analytics para conhecer a condição de preparo físico dos atletas, antes de eles assinarem contratos. As informações têm ajudado o clube na escolha dos melhores jogadores, mantendo o seu papel de liderança no esporte do país.
No entanto, a tarefa não é simples. A Accenture verificou que quase dois terços de 600 organizações blue chip do Reino Unido e Estados Unidos tinham como prioridade “manter seus dados em ordem”. Com isso, os executivos destas organizações esperavam desenvolver a capacidade de moldar e prever comportamentos, com a tomada de decisão rápida por meio da análise de informações. Fato é que quase 40% dos entrevistados alegaram que os seus recursos tecnológicos prejudicavam significativamente a sua capacidade de diagnóstico.
É claro, portanto, a compreensão por parte das empresas sobre a importância da tecnologia em suas atividades. No entanto, apenas comprar e implementar soluções de não é o suficiente. É preciso garantir que a cultura corporativa esteja alinhada e entenda analytics como parte integrante de seu dia a dia. As empresas devem desenvolver e alimentar a capacidade analítica, que é um ativo cada vez mais precioso.
Com isso, interpretar informações e analisar dados facilitará a tomada de decisões e, consequentemente, ajudará a atingir os objetivos de negócios, em um ambiente a cada dia mais competitivo.







