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Archive for junho, 2011

Preparado para o fim do .com?

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Fernando Neves (*)

A Internet é feita de pequenas e grandes revoluções. Muitas delas são silenciosas e muito técnicas para serem compreendidas por nós, simples usuários. Outras caem como bomba na rede e colocam tudo de pernas para o ar de uma hora para outra.

O recente anúncio da ICANN, órgão regulador responsável pela criação de domínios na Internet, colocando fim às restrições de registro de novos sufixos para sites parece ser uma dessas bombas.

A decisão abre caminho para uma mudança sem precedentes. A partir de janeiro de 2012, qualquer pessoa poderá registrar endereços de sites com praticamente qualquer nome e idioma, no limite de 63 caracteres, com ou sem sufixo. Será o fim do .com? A próxima fase da Internet será o .nada? Ou a do .qualquercoisa?

Em um mundo onde a maioria dos usuários da Internet não fala inglês, as novas regras inauguram uma provável onda de domínios criados em alfabetos não latinos, como chinês, árabe e russo. Além disso, os profissionais de comunicação podem se preparar para uma grande festa, já que a criatividade não terá mais limites na hora de nomear um site.

“O sistema de endereçamento da Internet acaba de ser aberto a todas as infinitas possibilidades da imaginação e da criatividade humana”, profetizou o CEO da ICANN no anúncio da novidade.

É verdade que hoje há um número limitado de possíveis domínios, mas na prática poucos deles pegaram. No Brasil é possível registrar uma série deles, mas duvido que você já tenha acessado algum site .SLG.BR (de algum sociólogo) ou um .TMP.BR para algum evento temporário como feira ou exposição, até mesmo os .edu.br para escolas são difíceis de encontrar. Tanto empresas quanto pessoas físicas e profissionais liberais continuam preferindo os .com.br, com pouquíssimas variações (.net, .org e só).

Essas novas regras poderão causar uma grande confusão na hora de encontrar um site (nada que o Google não resolva…), mas o principal problema deverá ser mesmo a ação dos “domainers”, os garimpeiros de domínios, que registram nomes pensando em ganhar um bom dinheiro revendendo para interessados.

Em resumo, essa flexibilidade de nomes poderá desencadear uma nova era de inovação sem precedentes, como a ICANN espera, ou apenas causar muitas dores de cabeça para os consumidores e inúmeros processos judiciais. Na dúvida, reserve já o seu novo domínio.

(*) Fernando Neves é diretor da Ketchum Digital, divisão da Ketchum responsável pela comunicação e relacionamento com as mídias sociais.

ERP: Sorte ou azar?

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Paulo Silas Martins *

Recentemente tomei conhecimento de uma pesquisa do Gartner que afirma que em 2011, a América Latina está posicionada como uma das regiões que receberão maior volume de investimentos em softwares, principalmente de gestão, mais conhecido como ERP ( Enterprise Resource Planning). Ou seja, muitas empresas investirão na aquisição ou melhoria do seu ERP.

Outra estimativa do Gartner, segundo a Forecast Analysis: Small-and-Midsize-Business, é de que até 2013, o mercado de ERP da América Latina deverá atingir US$ 584 milhões em receitas totais de software e as empresas provedoras de ERP cresçam.

Mas mesmo as tecnologias mais avançadas podem resultar em decisões de negócio desastrosas, se não forem tomados os devidos cuidados. É importante ficar atento a alguns cuidados necessários antes da aquisição ou da troca de ERP.

Por exemplo, as principais reclamações das empresas clientes de ERP são relativas à deficiência no suporte e atendimento. Em geral, as empresas fornecedoras de ERP cobram pela visita de suporte local e isso inibe o cliente a solicitá-la. Assim, o custo paramanutenção do ERP em perfeito estado de funcionamento fica elevado.

Neste caso, saem em vantagem os ERPs contratados em formato de prestação de serviço mensal. Como a empresa não investe valor algum, o risco financeiro pelo insucesso do projeto é quase nulo e a relação com seu parceiro de ERP é avaliada mensalmente, ou seja, a satisfação do cliente está sempre em primeiro lugar e a evolução tecnológica fica garantida.

A licença de uso é financeiramente vantajosa apenas se a empresa possuir processos bem definidos e aderentes ao ERP contratado e se esses processos não sofrerem mudanças ao longo dos anos, mesmo com seu crescimento. Sendo assim, não existirão novos investimentos para melhorias e customizações durante o período de vida útil da solução contratada.

Escolher o ERP não é uma tarefa simples, portanto, a empresa cliente deve estar atenta e estabelecer claramente seus objetivos e necessidades. Também é importante identificar a experiência do fornecedor de ERP no atendimento do seu ramo de atividade e, se possível, visitar alguns dos seus clientes para saber como eles avaliam o seu atendimento.

Aconselho a criação de um comitê interno na empresa que represente todas as áreas a serem atendidas pelo ERP, criando conceitos para avaliações e tomada de decisão. É necessário avaliar a tecnologia aplicada no ERP, verificando as inovações, as melhorias previstas, se estão dentro das tendências de mercado e se a sua empresa está preparada com recursos necessários de infraestrutura para a implementação.

Avalie os valores financeiros envolvidos no projeto, como licenças de uso, customizações, implantação e cobranças de horas-homem durante e após a implementação. Compreenda bem as regras de comercialização do ERP para saber como se comportarão no futuro, no atendimento das novas necessidades, principalmente, no que se refere ao crescimento e evolução dos processos da empresa.

O suporte e a manutenção do ERP devem ser realizados de forma proativa, para permanente discussão e identificação de novas necessidades do cliente. E a manutenção do sistema deve ocorrer baseada em um planejamento definido a quatro mãos, com as definições de prioridade decididas pelo interessado, o cliente.

Por último, com um ERP nacional, a velocidade no entendimento e atendimento das necessidades do cliente é maior, bem como a facilidade para possíveis implementações para atender, por exemplo, futuras alterações de legislação do país.

Então, ter sorte ou azar com seu ERP só depende de você !

(*) Paulo Silas Martins é gerente de Negócios e Relacionamento da consultoria SEND Informática