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Archive for junho, 2012

Mobilidade: por onde sua empresa deve começar?

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Por Thiago Siqueira*

Você faz check-in na sua página do Facebook quando chega ao restaurante para um almoço corporativo, interage com seus amigos pelo twitter no horário de trabalho e responde e-mails de clientes à noite e nos finais de semana. Estes são exemplos claros da consumerização – vida pessoal e profissional dividindo um mesmo dispositivo. Mas não podemos parar por aqui. Esse novo cenário trouxe para as empresas o benefício de poder contar com seus funcionários sempre, pois, salvo raras exceções, uma pessoa consegue estar conectada, independentemente do local em que está. Mas, o que as corporações estão buscando entender é como obter cada vez mais benefícios para funcionários e clientes por meio da mobilidade.

O que vemos atualmente no mercado é que os CIOs estão preocupados com essa movimentação, afinal ninguém quer, nem pode, perder a oportunidade criada a partir dos avanços tecnológicos. Hoje, os funcionários atualizam-se bem antes do que as próprias empresas e são eles mesmos que escolhem e ditam que tipo de dispositivos usarão no dia a dia – e não mais o contrário, conferindo um rítmo acelerado de transformações no mundo corporativo. A questão é que tanto no Brasil como no exterior, a necessidade de conectar pessoas certas, no momento certo, independentemente do canal, é um desafio.

A consumerização eficiente exige alguns pilares básicos para um projeto móvel bem desenhado:

Governança - Quem pode ter acesso? Para fazer o quê? Para acessar o quê?
Capacidade da Rede – Podemos suportar múltiplos dispositivos por usuário e aplicações simultâneas com alto consumo de banda?
Segurança – Como implementar um ambiente seguro?
Qualidade – Como assegurar que aplicações críticas para o negócio continuem a ter prioridade?

Assim, para uma estratégia móvel eficaz, é preciso – antes de tudo – avaliar, entre as várias opções de aplicativos web disponíveis, quais realmente contribuem para a rotina de trabalho

Explorar a comunicação unificada é outro ponto fundamental para garantir que a consumerização e a tendência do Bring Your Own Device (BYOD) tragam verdadeiros benefícios para a companhia. A integração de todos os canais de acesso em uma interface única impacta diretamente na redução do tempo de resposta de uma demanda, seja ela interna – de superiores ou subordinados, ou externa – mercado e clientes.

Como isso funcionaria no dia a dia? Eis o exemplo – um único profissional possui diversos pontos de contato – ramal, celular, Facebook, MSN, Twitter, email pessoal, corporativo, entre outros. Com uma interface que unifique todos esses canais de comunicação, a pessoa será contactada pelo canal que estiver disponível no momento: a isso damos o nome de status de presença. Ou seja, se eu estou enxergando, pela minha interface, que o meu contato está ao telefone, não vou ligar, pois sei que será em vão. Em vez disso, mandarei uma mensagem de texto. Quando eu sei, exatamente, qual ferramenta devo usar para entrar em contato com a pessoa com quem eu preciso falar, diminuo o tempo de resposta e aumento minha produtividade, impactando diretamente os meus resultados.

Estratégias de mobilidade eficazes são executadas com soluções que contribuem para o aumento da produtividade, estabelecendo uma experiência positiva – para a empresa, para o mercado e para os clientes, por meio de uma avaliação detalhada e minuciosa, mas sem perder agilidade, afinal esse é o ritmo dos negócios nos dias de hoje.

Exemplo disso é que, enquanto discutimos, aqui, o BYOD, um novo movimento se aproxima: o Bring Your Own Application (BYOA). A partir dessa tendência, os funcionários decidirão por qual aplicação – e não só device – irão trabalhar e interagir com os demais, o que torna a comunicação multicanal ainda mais vital para os negócios.

*Thiago Siqueira é diretor de Tecnologia e Inovação da Avaya

Uma análise do cloud computing

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Por Paulo Sartori

Muitos são os questionamentos sobre segurança em Cloud Computing. Temos de fazer uma análise mais aprofundada. O serviço não é mais algo novo, já que é uma realidade entre as empresas e veio para ficar. A Nuvem é utilizada, inclusive, por vários usuários de Internet que, em muitos casos, nem sabem que a estão usando.

Um estudo da empresa de pesquisas de mercado The NDP Group mostrou que apenas 22% dos consumidores norte-americanos estão familiarizados com o termo Cloud Computing. Usuários de Google, Gmail, ITunes e Facebook em qualquer país do mundo, por exemplo, podem não saber, mas utilizam o Cloud Computing para armazenamento e compartilhamento de seus dados.

Também precisamos entender que o Cloud Computing não está aumentando os riscos à segurança dos dados das pessoas e das empresas. Está, sim, modificando a maneira dos dados serem trabalhados, permitindo inúmeros benefícios aos usuários, como redução do custo de processamento e armazenamento de dados e a maior rapidez no acesso e compartilhamento dessas informações.

Ao falarmos sobre segurança da informação em cloud, temos de saber diferenciar o Cloud Computing público do privado, assim como o tratamento que cada empresa precisa assegurar em relação às informações que serão armazenadas na Nuvem. No Cloud privado, os níveis de segurança podem ser facilmente adequados às práticas e às necessidades de cada companhia, correspondendo a responsabilidade de zelar por esse ambiente.

Já no Cloud público, a política de segurança depende dos procedimentos e dos processos adotados pelo provedor, bem como dos equipamentos e sistemas específicos utilizados para esse fim. Normalmente, os diversos usuários compartilham de algumas funcionalidades de segurança predefinidas, além de um ou mais aplicativos ao mesmo tempo.

Ainda existe a modalidade de Cloud híbrido, que permite a ligação de recursos de origens privadas e públicas, visando a movimentação de cargas de trabalho entre elas para atender a picos de utilização. Nesse caso, a principal indicação é buscar provedores que sigam rigorosas práticas de segurança, o que pode ser verificado por meio de certificados que o provedor possui nessa área.

Por isso, avaliar a real necessidade da empresa e buscar o provedor mais adequado são questões extremamente importantes quando houver interesse na utilização de serviços de Cloud Computing. Os contratos devem constar o nível de comprometimento e atendimento aos requisitos de segurança, tanto para os aplicativos como para os equipamentos, além dos tradicionais Acordos de Nível de Serviço (SLA).

O Cloud Computing, devido à sua arquitetura, constitui-se em um dos recursos mais seguros de TI. Conta com camadas de segurança que vão além dos conhecidos firewalls, como, por exemplo, o Hypervisor, responsável por fornecer recursos de máquina física para as virtuais e segurança física, além de sofisticados sistemas de segurança cibernética que vários provedores de serviços em nuvem já agregam aos serviços.

Profissionais da área de TI, cada vez mais atuando como um Broker interno, vem identificando diariamente a necessidade de um maior poder e agilidade na computação e na gestão operacional por parte de outros setores das empresas. É isso que tem favorecido o ritmo acelerado para a migração corporativa para o Cloud.

Estudo apresentado pelo Gartner, instituto de pesquisa, sinaliza essa tendência ao mostrar que quase um terço das organizações entrevistadas disse que já usa ou tem a intenção de usar ofertas de software-as-a-service (SaaS) em Cloud para aumentarem a capacidade e a produtividade de suas atividades em Business Intelligence (BI).

O Cloud, portanto, deve ser escolhido não somente pela redução de custos, mas principalmente pela velocidade e flexibilidade das empresas no processo de inovação e criação de novos produtos e serviços com o auxílio de TI. O resultado final é que, a passos largos, o Cloud Computing está quebrando barreiras e aumentando a aceitação no mercado em todos os seus segmentos.

*Paulo Sartori é gerente de Produto e Marketing da Terremark no Brasil

Os desafios da TI na saúde

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Por Teresa Sacchetta*

O segmento da saúde passa por uma transformação no mundo todo, decorrente da melhoria das condições de vida e dos exponenciais avanços tecnológicos, que, combinados, promovem o aumento da expectativa de vida e consequente envelhecimento da população. Nesse contexto, questões críticas devem ser abordadas, em um modelo de negócio que hoje ainda é, predominante e paradoxalmente, manual, fragmentado e instável.

Essa convivência de opostos – alta tecnologia e processos pouco explícitos – tem forçado o sistema de saúde à sobrecarga, promovendo uma espiral insustentável de custos. Soma-se a esse cenário o fato de a Tecnologia da Informação (TI) no setor de saúde ser área de grande complexidade e algumas incertezas ligadas aos sistemas biológicos, fazendo com que provedores tenham de lidar com inúmeros aplicativos, muitas vezes em sistemas independentes.

Embora muito se discuta a respeito de interoperabilidade, a maioria dos gestores de TI luta hoje para integrar os sistemas dentro de suas quatro paredes. Executivos de saúde são confrontados com os desafios de garantir acesso à informação, quando e onde necessário e de maneira segura, otimizando a área de TI para que ela possa atender às crescentes demandas do setor – incluindo integração de dados – e finalmente encontrar formas de inovar em um ambiente de recursos escassos.

No Brasil, o cenário é agravado pelo crescimento econômico e a decorrente ampliação do emprego formal, que estão provocando um aumento de fluxo sem precedentes no sistema de saúde. O que pode significar uma onda muito favorável de crescimento pode, por outro lado, transformar-se em um pesadelo “ingerenciável”. As expansões necessárias por parte de prestadores de serviços para atender à crescente demanda não acontecem na velocidade necessária, e o que se vê são longos períodos de espera para a realização de procedimentos e exames, hospitais abarrotados de pessoas aguardando por atendimento, e, o mais grave, a queda na qualidade dos serviços prestados.

A informação está “presa no papel”, ou, em alguns casos, “presa em sistemas”, e raramente está interligada aos subsistemas de saúde, o que dificulta a tomada de decisão, hoje frequentemente baseada em informações desatualizadas ou estimativas superficiais. Em artigo da Harvard Business Review, Michael Porter e Robert Kaplan discutem a crise de custos no segmento e mencionam a dificuldade de fazer gestão e prover melhorias do que não pode ser medido.

A análise de custos é complexa e trabalhosa, e hoje é feita de maneira superficial, utilizando premissas nem sempre corretas, impedindo ações certeiras e sustentáveis, o que pode significar risco à sobrevivência do negócio em um ambiente que está se tornando mais competitivo, em processo de consolidação e profissionalização crescentes.

Ao estruturar a abordagem, a posição central deve ser ocupada pelo paciente e a informação relacionada a ele. Ao redor desse núcleo são estabelecidos os processos de negócio. Dessa forma, aumenta-se a facilidade da escolha da tecnologia correta, que passa a fazer sentido por toda a organização, e também o entendimento organizacional acerca do papel da tecnologia como viabilizador do novo cenário, o que cria o ambiente necessário à sua ampla adoção.

Essa abordagem, que transmite coerência e consistência, permite a construção da fundação para um sistema em que a informação é facilmente armazenada, analisada e partilhada, tendo como base uma infraestrutura de TI flexível. E a escolha adequada da tecnologia, em linha com o negócio e com previsão de atendimento da demanda futura, aumenta a eficiência de investimentos e despesas em TI no médio e longo prazo.

A sobra de capacidade e competência permitem que a área de TI passe a apoiar de fato a inovação. Constrói-se, dessa forma, um ambiente em que a informação passa a ser o direcionador dos processos em saúde. O que se observa em decorrência desse ambiente é a informação interconectada, disponível quando e onde necessária, gerando um valioso conhecimento que permite a visão única e integrada da história clínica do indivíduo e é capaz de mover a saúde além do cuidado episódico, oneroso e unicamente terapêutico, em direção à prevenção.

Citando novamente Kaplan e Porter, há um poderoso gerador de valor na saúde em que melhores resultados com frequência acompanham a redução de custos, o que é decorrente da atuação orientada ao diagnóstico precoce e à prevenção – uma transformação teoricamente muito simples, porém hoje difícil de ser evidenciada pelos gestores da cadeia de valor da saúde e que também pressupõe o entendimento de que a área da saúde não poderá nunca ser limitada a uma visão puramente financeira ou tecnicista.

A tecnologia e a busca por uma prática médica viável e sustentável são instrumentos para a realização dos cuidados em saúde e deverão ser sempre conduzidos de acordo com a ética e análise crítica de profissionais capacitados e movidos pela essência da medicina. O que for inserido no contexto da medicina com esse objetivo será naturalmente aceito e trará reais benefícios a todos stakeholders da cadeia de valor da saúde, particularmente para a razão de ser do setor – os pacientes.

*Teresa Sacchetta é diretora de Serviços para Saúde da Dell Brasil

Segurança em tempos de consumerização

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Por Charles Simão*

Consumerização é um termo cada vez mais discutido entre os gestores de TI. O fenômeno, que traz os dispositivos móveis dos funcionários para dentro da rede das empresas, vem tirando o sono de muitos CIOs, que precisam garantir a segurança das informações corporativas, que passam a trafegar em plataformas variadas e sem uma configuração padrão.

Essa mudança de cenário já era aguardada, uma vez que as tecnologias seguem avançando e fazendo parte do dia a dia dos novos profissionais. As empresas deixaram de ser um lugar de vanguarda, onde encontrávamos as últimas novidades tecnológicas. Hoje em dia, a adoção das novas tecnologias acontece primeiramente pelos consumidores e esses as introduzem no ambiente profissional.

Diante dessa realidade, as empresas se veem pressionadas a aceitar que os seus funcionários usem seus próprios dispositivos para assuntos profissionais. Uma recente pesquisa realizada pela Trend Micro informa que mais de 70% dos gestores de TI acreditam que assim conseguem aumentar a produtividade de suas equipes.

Mas é preciso ter cuidado, uma vez que, a partir do momento que os funcionários trazem seus PCs, tablets e smartphones para a rotina de trabalho, o acesso passa a ser irrestrito, e por isso mais perigoso. Irrestrito porque basta almoçarmos em um shopping ou andarmos pelos aeroportos para perceber a quantidade de pessoas conectadas, trabalhando, trocando mensagens, acessando aplicativos corporativos e resolvendo questões profissionais em locais públicos, nem sempre com o cuidado necessário.

A TI corporativa não está mais restrita aos computadores das companhias. A presença de dados corporativos em dispositivos pessoais pode significar mais riscos de ataques, por isso a mesma proteção que um ambiente empresarial possui precisa estar presente nesses gadgets. O fenômeno traz desafios operacionais e estratégicos e a falta de uma política planejada e eficiente cria riscos de segurança, exposição financeira e problemas administrativos.

Mas, apesar de delicada, a consumerização não é algo negativo. Nem para as empresas, que podem contar com seus funcionários em tempo integral, uma vez que eles estão sempre acessíveis, nem para os profissionais, que passam a ter mais liberdade para escolher o local e horário de trabalho, atuando de forma remota efetiva.

Para isso acontecer de forma natural e sem traumas, as organizações precisam investir em segurança para apoiar essa transição, transformando a consumerização em algo potencial para os negócios. Pois, apesar dos riscos, o fenômeno é uma grande oportunidade para as organizações aumentarem sua produtividade, agilidade e satisfação de funcionários e clientes, combinando segurança e gerenciamento para dispositivos móveis.

É fundamental que as empresas adotem uma postura estratégica que inclua o envolvimento de seus executivos no desenvolvimento de políticas que dirijam a consumerização, um plano que defina as tecnologias escolhidas, toleradas ou proibidas, além do desenvolvimento de uma infraestrutura que enfrente com competência questões como segurança, conformidade e gerenciamento centralizado.

* Charles Simão é especialista em segurança virtual da Trend Micro