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Posts Tagged ‘carreira’

Guia de boas maneiras para profissionais alocados

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por Eduardo Aguilar *

A terceirização de profissionais na área de tecnologia da informação acontece porque é quase impossível ter um profissional especializado em todas as tecnologias ou ter uma pessoa especializada em cada uma delas – existem mais de cem linguagens de programação disponíveis no mercado. Por isso, quando necessitam de um profissional especializado em determinada linguagem ou plataforma as empresas podem optar pela alocação e ainda eliminar o burocrático processo de seleção.

Bom, voltando ao alocado, ele representa a empresa para qual presta serviço e, além do bom rendimento do seu trabalho, deve se preocupar com o seu comportamento. Caso contrário, se prejudicará e também denegrirá a imagem da organização da qual faz parte.

É preciso ficar claro que apesar de estar trabalhando e convivendo com os colaboradores da empresa, o alocado não integra o quadro de funcionários. Este profissional é contratado para realizar uma atividade específica. Os serviços são realizados por hora trabalhada e o próprio cliente faz a gestão das atividades que serão realizadas.

Em geral, no contrato não consta uma atividade pontual e sim atividades amplas, como, por exemplo, Desenvolvimento de Sistemas. Dentro desta função ampla, pode ser solicitado qualquer serviço, mas não atividades de infraestrutura, por exemplo. Como as ações nem sempre estão suficientemente detalhadas, espera-se que o profissional tenha bons conhecimentos sobre o assunto, sugira ideias, contribua com experiências anteriores e seja pró-ativo.

Mas não é só isto, o profissional deve também se preocupar com outros quesitos, como a vestimenta, forma de falar, ética, não envolvimento em questões internas, reclamações e outros comentários que não contribuem com o cliente. Além disso, para qualquer profissional, alocado ou não, ser responsável, pontual, criar um ambiente agradável e ser educado e gentil com os colegas são atitudes essenciais para uma boa convivência.

Mesmo tomando estes cuidados, as divergências podem acontecer em qualquer situação. Mas tudo pode ser solucionado com uma conversa franca. No caso do alocado, se há algo errado no cliente, o ideal é entrar em contato com a empresa para a qual trabalha, para que juntos encontrem a melhor maneira de solucionar a questão.

Por outro lado, se há alguma questão com a organização da qual faz parte, não adianta reclamar para o cliente. Este tipo de atitude prejudica o próprio profissional. Uma postura ética é fundamental para ter uma carreira bem-sucedida, independente da área de atuação e do local onde trabalha.

(*) Eduardo Aguilar é gerente comercial da SEND – empresa especializada em ERP, Alocação de Profissionais e Fábrica de Software.

Maquiavel está mais perto de TI e negócios do que você imagina

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Romeo Busarello, da Tecnisa *

A competência técnica dos bons profissionais começa a se tornar senso comum quando comparamos as suas qualificações. Eu falo inglês e você fala inglês. Você fala espanhol e eu falo espanhol. Eu tenho experiência profissional comprovada e você tem experiência profissional comprovada. Você já atuou em empresas de várias nacionalidades. Eu também.

Diante da commoditização das habilidades técnicas, o indivíduo tem que buscar o seu diferencial. As boas escolas de negócios oferecem hoje o que há de mais moderno e atual sobre as novas teorias de negócios e todas elas têm em seus currículos, como leitura obrigatória, o livro Estratégia Competitiva, do guru americano Michael Porter.

Show me the money

Se o indivíduo compreender e aplicar corretamente a matriz de Porter – que contempla substitutos, entrantes, concorrentes, intermediários, fornecedores, analisar as barreiras de entrada e saída, terá grandes chances de prosperar profissionalmente.

Será mesmo? O que mais observo e ouço dos meus alunos são frases do tipo: “o meu chefe nunca leu Porter e nem vai querer me ouvir falar disso. As pessoas na empresa muito menos. Em meus planos, se eu escrever isto, vão me chamar de teórico pedante. E logo vem a frase: ´Show me the money. Isto vende?´”

A palavra execução está na ordem do dia. Pouco se ouve falar em estratégia. Em suma, a prática está desbancando a teoria. E aí vem a frustração de quem consumiu dois anos de valioso tempo e, sobretu­do, de dinheiro, investindo em capacitação e qualificação profissional em um curso de MBA. Não é fácil, depois de tudo isso, deparar com o senso comum que gravita no mundo dos negócios.

Não se desespere. Se você possui uma boa carga de conhecimentos conceituais, agora só lhe falta entender um pouco mais de política. Sim, hoje o profissional tem que trabalhar muito mais as suas habilidades políticas do que técnicas. E isto requer um exercício quase diário.

Ouvir muito, dialogar sempre, ceder nos seus pontos de vistas (muitas vezes), ser profissional, jamais ser herói, exercer uma capacidade confederativa e, sobretudo, ter um estômago do tamanho de um pântano “para engolir muito sapos.”

A política nas corporações

O Príncipe, de Maquiavel, é atualíssimo para o mundo das organizações. A reação às ideias de Maquia­vel já provocou muitos protestos ao longo dos tempos, levando, inclusive, o adjetivo “maquiavélico” a tomar uma conotação pejorativa que se mantém até hoje. “Diabólico” foi o mínimo que os adversários mais ferrenhos disseram dele.

A leitura mais apurada da sua obra ajuda a compreender como é o movimento político interno das empresas, ou seja, porque pessoas com formação modesta possuem tanto poder e desequilibram forças e porque possuem prestígio profissional sem necessariamente te­rem lido Porter ou qualquer outro livro de negócios.

Tom Peter citou recentemente: leiam mais romances e menos livros de negócios. Relações são tudo. Portanto, anime-se. Se você já possui uma boa formação – o que é mais difícil -, trate agora de estudar a obra de Maquiavel e se aprofundar na compreensão política do mundo dos negócios.

Assim, sua frustração se reduzirá significativamente. Diria Maquiavel: as ações não podem ser adiadas; quando adiadas, só trazem benefício para o inimigo.

* Romeo Busarello é diretor de internet da Tecnisa