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Carreira

Seu chefe é mesmo ruim ou é você que não tenta entendê-lo?

Executivos de TI listam os tipos de maus chefes e contam experiências vividas com alguns deles; do outro lado, especialistas alertam para a busca por inteligência emocional.

Por Fernanda K. Ângelo, do COMPUTERWORLD

04 de maio de 2006 - 19h15
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Cinco minutos são mais do que suficientes para que um executivo de tecnologia enumere e descreva uma série de tipos de chefes ruins com os quais já teve de trabalhar. As classificações vão desde “isolado” e “egocêntrico”, passando por inúmeros outros.

Roberto Rubim, gerente de tecnologia da informação (TI) de uma grande seguradora multinacional, levará por toda a vida a experiência que teve com um superior a quem classificou como incompetente e a quem preferiu não identificar. Ele também pediu que o nome da empresa onde a história se passou fosse omitido. “O cara assumiu a gerência de TI da companhia, mas sequer imaginava o tamanho daquilo, não sabia lidar com o mundo corporativo e desconhecia os processos da própria área que assumia”, dispara.

Rubim estava há seis anos na companhia. “Entrei como analista, passei a supervisor e depois fui enviado para os EUA, onde fiz algumas especializações financiadas pela empresa”, detalha o executivo. Ele conta que voltou ao Brasil para cuidar de um projeto de migração por conta das atualizações para o ano 2000.“Era um projeto de 6 milhões de dólares. Eu consegui reduzir 2,5 milhões desse custo”, conta, orgulhoso. “Os diretores da empresa vieram para o Brasil me cumprimentar pelo sucesso do negócio”, lembra.chefes_interna7ok

Então ele começou a se reportar ao executivo em questão, que o levou a deixar a companhia pouco tempo depois. “Ele era alienado. Tentávamos explicar os processos, mas ele era incapaz de entender. Além disso, tinha muita dificuldade no relacionamento com os demais profissionais e não conseguia manter uma boa relação com seus pares”, diz Rubim. “Tudo isso foi me irritando. Até o dia em que ele chegou com uma impressora na mão e me pediu que testasse a máquina.” Foi a gota d’água, já que, além de não ser a função de Rubim, existia na organização um grupo mundial de compras de TI. “Qualquer aquisição em TI deveria seguir um padrão global”, explica o gerente, que pediu demissão logo após o ocorrido. “Dei meu parecer. Disse que a impressora não era boa e fui embora.”

Enquete: se você tem um mau chefe, clique aqui e conte para o COMPUTERWORLD como ele é.

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