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Carreira

Seu chefe é mesmo ruim ou é você que não tenta entendê-lo?

Por Fernanda K. Ângelo, do COMPUTERWORLD

04 de maio de 2006 - 19h15
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Okret cita outra competência intelectual desejável nos profissionais: a compostura, que nada mais é do que controlar sentimentos e emoções na medida correta. “Queremos uma pessoa com inteligência emocional e que expresse emoções de forma adequada”, diz. “Explodir com o chefe não é a saída para acertar uma relação. Seria o fim da proposta de comunicação que tanto incentivamos.”
Pode parecer senso comum, mas Okret garante estar falando de ciência. “Os termos que exponho aqui são baseados em pesquisas acadêmicas. Envolve um processo proprietário de análise de competências e estilos utilizados pela Korn/Ferry”, assegura Okret.

Ninguém é de todo mau

É preciso definir o que exatamente você entende por mau, para conseguir conhecer as fraquezas de seu superior e usá-las a seu favor.

Seja qual for a relação que tem com seu chefe, nunca o taxe simplesmente de “mau”. Defina antes o que exatamente “mau” significa para você. “Todos os maus chefes têm maneiras distintas de serem ruins”, explica Paul Glen, presidente da norte-americana C2 Consulting.

Armando Dal Colletto, CIO das Faculdades Associadas de São Paulo (FASP), menciona alguns exemplos de chefes que, em sua opinião, têm maneiras diferentes de serem ruins. Entre eles estão, por exemplo, o sujeito burocrata, caracterizado pela falta de criatividade, pelo desinteresse por mudanças e pela busca de economias óbvias, e o inseguro – aquele que gosta de mudanças, mas desde que apoiadas por seus pares ou superiores, e deixa passar boas oportunidades de crescimento enquanto busca segurança.

Por outro lado, John Wade, CIO do sistema de saúde de Saint Luke (nos EUA), sugere que ao entender a fraqueza do seu superior, fica mais fácil conduzir suas próprias atitudes, o que, no final das contas é praticamente tudo o que está ao seu alcance. “Quando você identifica o estilo de um gerente ao invés de simplesmente taxá-lo de ruim, é possível identificar algumas das emoções que podem ajudar a enfrentar uma situação difícil”, diz Wade. “Essa atitude já evitou que eu sentisse raiva de um determinado chefe em algumas ocasiões no passado”, lembra.

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O consultor independente Scott Berkun diz que essa atitude pode inclusive fazê-lo ver alguma característica positiva que seu chefe deva possuir. Por exemplo: ele é bom em brigar por aumentos do budget? Ele trabalha melhor com determinados tipos de pessoas? “Se você tiver dificuldades em identificar esses pontos, vale a pena compartilhar o caso com colegas, que podem ver o seu chefe sob uma outra ótica”, aconselha Berkun.

Enquete: se você tem um mau chefe, clique aqui e conte para o COMPUTERWORLD como ele é.

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