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Carreira

Demissões da Borland não atingirão Brasil

Segundo o diretor comercial e de marketing da Borland Brasil, José Eugênio Braga, mudanças podem até favorecer operações no País.

Por André Borges, do COMPUTERWORLD

05 de maio de 2006 - 11h38
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Os planos de reestruturação da Borland, que pretende cortar 20% de sua força de trabalho, não incluem demissões na subsidiária brasileira. Em entrevista ao COMPUTERWORLD, o diretor comercial e de marketing da Borland Brasil, José Eugênio Braga, informou que a maior parte das demissões está relacionada às recentes aquisições feitas pela companhia.

“Nos últimos dois anos, compramos mais de dez empresas. Só em 2006, já foram quatro aquisições. É natural ocorrerem duplicações de funções”, disse o executivo, acrescentando que, como nenhuma das aquisições ocorreu no Brasil, não haverá cortes na subsidiária. “Pelo contrario. Com estas transações, podemos até contratar pessoas por aqui”, comentou.

As mudanças estruturais da Borland se intensificaram após a recente aquisição da Segue Software, por 100 milhões de dólares. A transação da empresa pretende fortalecer a divisão de sistemas para gestão do desenvolvimento de software, prática também conhecida como application life-cycle management (ALM).

Recentemente, a companhia também anunciou pacotes de soluções de governança, produtos que fazem parte da família de ferramentas de ALM.

“Na verdade, estamos dividindo a companhia. Teremos uma área de ALM e outra para as tradicionais ferramentas de desenvolvimento de sistemas, onde já somos consolidados”, explicou Braga.

O executivo acredita que, nos Estados Unidos, as mudanças tendam a criar uma segunda empresa com foco apenas em ALM. Segundo Braga, a Borland não deixará de oferecer suas soluções de desenvolvimento. “Não vamos deixar esse mercado. Aqui no Brasil, devemos manter tudo sob a mesma companhia”, disse.

Na área de ALM, a subsidiária brasileira conta com clientes como Bradesco, ABN Amro, TIM e Telefônica.

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