Carreira
Michael Page começa a recrutar para TI no Brasil
Há seis anos no País, a empresa de recrutamento inaugura divisão para a seleção de profissionais na área TI, em que o requisito principal é o bom conhecimento da língua inglesa.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Após seis anos de atuação no mercado brasileiro, em verticais como o setor financeiro, jurídico, fiscal, engenharia e marketing, a empresa britânica de recrutamento Michael Page inaugura no País sua divisão especializada em tecnologia da informação (TI).
Marcelo de Lucca, diretor da divisão de TI, conta que a abertura da nova unidade foi motivada principalmente pelo reconhecido potencial do mercado local de TI. “Não temos dúvida do potencial desse mercado. Inclusive, temos a percepção de que esta virá a se tornar a maior divisão da Michael Page no Brasil”, afirma.
“Vemos demanda muito grande por empresas focadas em especialização, por isso trabalhamos com uma estrutura 100% direcionada ao recrutamento de cada área específica”, diz. “São seis pessoas especializadas em tecnologia para atender à nova divisão.” Cada uma das divisões conta com profissionais capacitados na área em que vão contratar. Esse é, segundo De Lucca, um dos principais diferenciais da companhia.
De Lucca atribui a demora em abrir a unidade de TI no País ao fato de a empresa adotar uma estratégia de crescimento orgânico. “Todo novo projeto é gerenciado por alguém de dentro da empresa, que já aprendeu o negócio, cresceu, passou – e venceu – uma série de etapas”, detalha o executivo, até então responsável pela divisão de finanças da Michael Page. “Continuo em finanças, mas o foco do meu trabalho agora está dedicado à divisão de TI”, esclarece. De Lucca acredita que essa estratégia garante à empresa um crescimento sustentável. “Por outro lado, o crescimento não pode ser feito na velocidade desejada.”
Sem detalhar números, De Lucca revela apenas que a empresa, listada na bolsa de Londres, teve receita de 1 bilhão de dólares em 2005, e que o Brasil, com uma estrutura de 120 funcionários, representa ainda menos de 1% de seu faturamento mundial. Mas está crescendo em alta velocidade. Em 2005, segundo o executivo, a subsidiária brasileira da Michael Page cresceu seu faturamento em 60% sobre o ano anterior e prevê, para 2006, um incremento de 40% nos negócios realizados no País.
Segundo De Lucca, em 2005, a Michael Page no Brasil contratou mil profissionais (somadas todas as divisões). “Em dois anos TI deve representar entre 20% e 25% dos recrutamentos feitos pela companhia no Brasil”, prevê.
O executivo diz que as empresas no País estão buscando profissionais especializados. Elas têm boa parte de investimento em soluções de gestão, como ERP, CRM e BI, além de desenvolvimento. E dá a dica: “essas companhias buscam especialmente pessoas com bom conhecimento de inglês porque não há dúvidas de que o Brasil será um grande fornecedor de profissionais para offshore”.
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