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Carreira

CIOs de bancos contam aquilo que lhes tira o sono

Em mesa redonda realizada durante o Ciab 2006 diretores de TI de grandes bancos revelam os problemas capazes de tirar seu sono.

Por Genilson Cezar, especial para o COMPUTERWORLD

21 de junho de 2006 - 18h20
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CiabEm mesa redonda mediada por Paulo Markun, da TV Cultura, e que contou com a participação dos jornalistas Sônia Penteado, diretora-editorial do IDG Brasil, que publica o jornal COMPUTERWORLD, Sandra Carvalho, da InfoExame, Graça Sermound, da Decision Report, Wilson Moherdaui, da Plano Editorial, CIOs de grandes instituições financeiras foram questionados sobre quais os problemas da área de tecnologia da informação (TI) realmente capazes de tirar seu sono. Os quatro executivos não se fizeram de rogados:

Laércio Albino Cezar, do Bradesco: "A queda de sistema é o que me tira o sono - e do sério. Deixar milhares de usuários sem  acesso aos nossos sistemas, sem poder atendê-los em suas necessidades é terrível. Claro que a gente sabe que no mundo da tecnologia existe o imponderável, não há como eliminar totalmente. O que se pode fazer é reduzir e administrar melhor ruídos desse tipo, quando acontecem".

Clarice Coppetti, da CEF: "A gestão das equipes internas de TI é um grande problema. Num mercado crescente como o nosso, com a demanda por profissionais em alta, reter o talento é uma dificuldade, principalmente num banco público. E nós temos perdidos grandes talentos, que fazem muita falta".

Manoel Gimenez Ruy, do BB: "A complexidade de TI está sendo agravada pelos fornecedores, comprometendo os resultados - e quem paga é o funcionário do banco".

Renato Cuco, do Itaú: "O mercado brasileiro atingiu um alto grau de maturidade na área de TI, mas o problema é quando o fornecedor de tecnologia diz, quando ocorre algo, que está solidário conosco".

As agências do futuro
 
A agencia bancária do futuro será um ambiente tecnológico totalmente sem fios, que vai exigir alto investimento e custos pesados de manutenção, com elevado nível de automatização e um número reduzidíssimo de funcionários. Ela atenderá o cliente onde ele estiver. Será principalmente um ponto de negócios, muito mais do que as agencias convencionais atuais. Essa é uma visão comum dos quatro CIOs que participaram da mesa redonda "Visão 2.020 de lideranças de TI".

"A tendência será de agências menores que as atuais, mas, obviamente, com um nível de automação muito maior e com prestação de serviços diferenciados, porém, mais de acordo com as necessidades dos clientes", completa Clarice.

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