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Carreira

EUA tem a menor taxa de demissões em TI desde 2000

As demissões totalizaram 29.226 no 2º trimestre deste ano, ante 39.379 cortes registrados nos três primeiros meses de 2006, segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas.

Por COMPUTERWORLD

14 de julho de 2006 - 10h49
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O mercado norte-americano de tecnologia da informação (TI) deu bons sinais de reaquecimento durante o segundo trimestre deste ano. De acordo com a consultoria Challenger, Gray & Christmas, o setor registrou uma queda de 26% no índice de demissões no período. A retomada do e-business e o aumento nos gastos com tecnologias de consumo seriam os principais responsáveis pelo resultado positivo – esta foi a menor taxa de desemprego no segmento desde 2000.

As demissões na área de TI totalizaram 29.226 no trimestre encerrado em 30 de junho, ante 39.379 cortes realizados durante os três primeiros meses deste ano. O número do segundo trimestre é o menor registrado em seis anos. Dados do Challenger indicam que a última vez que o setor teve um número de demissões inferior a esse foi no terceiro trimestre de 2000, quando 26.583 profissionais de TI perderam o emprego nos EUA.

Os números do segundo trimestre são 26,4% inferiores do que aqueles do mesmo período de 2005, quando o estudo listou 39.720 demissões.

Somados os números dos seis primeiros meses de 2006, o mercado norte-americano totaliza 68.605 demissões em TI, 31% menos do que no primeiro trimestre do ano passado, quando 99.257 cortes foram anunciados.

Além disso, diz o levantamento, o setor de tecnologia ganhou muita estabilidade desde 2001 e 2002, quando as demissões tiveram média trimestral superior a 100 mil. As contratações nesse mercado cresceram 184% no segundo trimestre deste ano, totalizando 14.090, contra apenas 4.944 nos três primeiros meses.

A consultoria entende como empregos do setor de tecnologia aqueles nas indústrias de telecomunicações, computação, eletrônicos e e-commerce.

Apesar dos números animadores, nem tudo são flores no setor, de acordo com o estudo. James Pedderson, porta-voz da Challenger, Gray & Christmas, diz que os recentes aumentos nos custos de energia, por exemplo, afetaram significativamente os gastos não apenas com TI, mas com contratações em toda a economia dos EUA. “As empresas agora consideram todas as suas despesas. E o mercado teve altas nos custos de energia e saúde. Então começam novamente a se retrair. As companhias devem diminuir seus investimentos em novas tecnologias”, avalia.

Outro fato que deve afetar os índices de demissões no setor de TI é a recente onda de fusões e aquisições, especialmente na área de telecomunicações, segundo prevê Pedderson. “O segmento de TI continua muito volátil”, afirma.

No primeiro semestre de 2006, as fusões e aquisições foram as principais causas de demissões no setor. De acordo com o estudo, elas responderam por 24.801 cortes, ou 36% de todas as demissões registradas em TI nesse período.

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