Carreira
Sucessão ainda é desafio para empresas
Ao se deparar com uma troca súbita de executivos de destaque, muitas companhias percebem que não estão preparadas. Descubra as iniciativas que podem dar uma ajudinha extra ao processo.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Setembro de 2005. O então presidente da HP Brasil, Carlos Ribeiro, comunica à diretoria da companhia que pretende deixar o cargo. Os motivos: tocar projetos pessoais no interior de Minas Gerais e afastar-se do mercado de TI. Estruturas abaladas? Nomear um substituto às pressas? Indicar um interino? Nada disso. Por Ribeiro ter aceitado permanecer no cargo até outubro do ano seguinte, a HP teve mais fôlego para conduzir um processo de transição sem traumas ou atropelos. Passaram-se cerca de 330 dias até a companhia encontrar um substituto, o vice-presidente Mário Anseloni, escolhido após um processo de sucessão gerenciada em que foram mapeados candidatos internos e externos.
A onda de aparente calmaria que permeou o processo – mantido “top secret” em todas as esferas da empresa até o anúncio oficial em 16 de outubro – porém, não é padrão para boa parte das companhias brasileiras, ou mesmo globais. Primeiro porque a maioria delas não tem oportunidade de contar com a presença do gestor antigo até que um substituto seja indicado em tempo hábil. Segundo, porque muitas se dão conta – tarde demais – de quão despreparadas estão para uma saída súbita de um líder de equipe.
E não é apenas pelo fato de não ter, eventualmente, um plano de sucessão na manga que muitas companhias mostram seu despreparo.
Segundo Jairo Orket, sócio da consultoria Korn & Ferry no Brasil, ao se deparar com tal situação, empresas tendem a ficar preocupadas em investir prontamente na substituição do executivo em questão sem preparar de maneira eficiente a equipe e o ambiente que o receberá. “Existem grande investimentos feitos hoje para trazer um executivo do mercado, por exemplo, com bônus ou benefícios. Mas pouco se pensa em um processo de ambientação desse profissional”, comenta.
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