Carreira
Sucessão ainda é desafio para empresas
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Okret enfatiza que um processo de integração e assimilação do executivo que chega é benéfico para absorção da cultura, do estilo e para a compreensão do novo ambiente de trabalho. Os benefícios podem ser vistos na relação com a própria equipe e nos próprios resultados do executivo. “Ainda não existe essa mentalidade. A maior parte das empresas traz o executivo e espera desempenho. Não existe a preocupação de que o ambiente esteja preparado para recebê-lo ou que ele se molde ao ambiente. Essas atitudes aumentam a probabilidade e a velocidade dos resultados.”
Nesse sentido, escolher um executivo “dentro de casa” pode ter lá suas vantagens. O próprio vice-presidente e diretor geral da HP América Latina e Caribe, Rui da Costa, admite que a nomeação de Anseloni, em detrimento de um candidato externo, ajuda a companhia a manter seus valores. No entanto, uma dica que pode ser de grande valia mesmo para as companhias que decidem por executivos internos é manter, principalmente, o time informado da situação, ainda que reestruturações profundas estejam por vir.
Diálogo, diálogo, diálogo
Assim como a comunicação sobre a chegada do novo líder deve ser informada à equipe de maneira transparente – para evitar inclusive a perda de produtividade dos demais funcionários –, o profissional que chega também deve adotar o diálogo como política. O processo deve ser conduzido, na realidade, como uma via de mão dupla, em que o novo gestor explica seus planos ao mesmo tempo em que pára para ouvir sugestões e comentários da equipe herdada.
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