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Carreira

Trabalho remoto compromete carreira, diz estudo

Estudo revela que trabalhar de casa ou em qualquer outro lugar que não seja a empresa fere o crescimento pessoal, apesar de parecer atraente ter horários flexíveis.

Por COMPUTERWORLD

19 de janeiro de 2007 - 14h05
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Funcionários que freqüentemente telecomutam – termo usado em referência às pessoas que trabalham de casa ou de qualquer outro lugar que não seja a empresa – podem prejudicar ou até mesmo matar suas chances de avançar em algumas carreiras.

Mais de 60% de 1320 executivos globais entrevistados pela Korn/Ferry Internacional disseram que acreditam que teletrabalhadores são menos lembrados e escolhidos em promoções, em comparação com os funcionários trabalham nos escritórios tradicionais da empresa. Isso porque os executivos dizem que querem “olhar nos olhos” diariamente com os outros funcionários, segundo o estudo.

Estranhamente, ao contrário dessa afirmação, 48% dos respondentes indicaram que eles considerariam um emprego que envolvesse a possibilidade de trabalhar a distância em bases regulares e a vasta maioria, 78%, declararam que teletrabalhadores são igualmente ou mais produtivos que aqueles que atuam no escritório.

Quando perguntado que tipo de trabalho flexível eles acreditam que é mais atrativo, 46% dos respondentes prefere trabalhar em horários maleáveis, segundo a pesquisa da Korn/Ferry.

O resultado do estudo mudou ao longo dos anos. Desde 1990, o número de teletrabalhadores aumentou de 4 milhões para mais de 45 milhões, de acordo com a Telework Coalition. Até mesmo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush e outros administradores mudaram de estratégia e hoje consideram o teletrabalho parte vital do sucesso do plano de continuidade dos negócios. O preço do combustível, o trânsito são fatores que contam nessa opinião.

Grandes empresas também aderiram ao teletrabalho. A IBM, por exemplo, fez um grande esforço para criar ambientes flexíveis de trabalho e de trabalho a distancia, que considera de sucesso, já que 40% dos 330 mil funcionários passaram a trabalhar de casa, da estrada (em viagens) e até mesmo da empresa do cliente.

A Big Blue até mesmo deu lugar a uma nova tradição: o IBM Club, que reúne funcionários para integração e prática esportiva, cinema e outros.

Muitos executivos, entretanto, não aderem ao teletrabalho porque não gostam da idéia do isolamento. Na pesquisa de 2005/2006 da National Technology Readiness, revela que, em junho, 25% dos 1015 respondentes tem políticas de suporte ao teletrabalho que permitiriam o trabalho de casa.

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