Carreira
Jargão: o mal que domina a TI
Por COMPUTERWORLD
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Meandros nebulosos da história
Como chegamos a esse estado? Naomi, da Karten Associates, sugere que o problema vem do tempo em que TI era chamada de PD (em referência a processamento de dados). Se a origem “acronômica” da profissão não a condenou, seus primeiros membros deram o tom. “Naquela época, o profissional de processamento de dados demonstrava uma certa arrogância. Nós nos divertíamos confundindo os usuários com nossa terminologia”, recorda a consultora.
Há conseqüências. “É um desperdício de tempo e energia”, afirma Stephen Pickett, presidente da SIM e vice-presidente e CIO da Penske, gigante dos transportes nos EUA. Recentemente, um executivo de vendas pediu a Pickett um “application database”. Depois de cinco minutos de conversa, eles perceberam que cada um entendia o pedido de uma forma.
O executivo de vendas queria um banco de dados que armazenasse currículos, enquanto Pickett estava planejando um banco de dados de programas (application, em inglês, serve tanto para descrever uma aplicação quanto para a demonstração de interesse em uma vaga de trabalho).
Perda de tempo e de boas idéias não é a única conseqüência possível da falha de comunicação. Para Melise, da McDermott Will & Emery, palavras mal empregadas, ambíguas ou mal interpretadas, tão comuns em TI, podem gerar graves problemas legais. Ela tem uma lista de termos deste tipo, que são uma espécie de bandeira vermelha. “Sei, quando os vejo em contratos, que nenhuma das partes tem o mesmo entendimento.” Melise, cujo trabalho envolve grandes transações de TI, já viu processos judiciais se originarem de discussões em torno do significado de palavras específicas.
Para sermos justos, cada profissão tem seu próprio jargão. O mundo de TI não foge à regra e não deve abrir mão de palavras que expressem realmente, de forma condensada, conceitos e processos complexos que são característicos da área. Mas isso não livra os técnicos de se meterem em enrascadas. Administrar um negócio bem-sucedido é um trabalho em equipe que requer que todos aprendam não só as funções uns dos outros, mas também a linguagem específica que as acompanha, orienta Dan Gingras, sócio da Tatum. “As pessoas têm de assumir a responsabilidade de se fazerem entender claramente”, define Luftman, da SIM.
É por isso que os CIOs sofrem tanta pressão para serem o que Gingras chama de “bilíngües em negócio e tecnologia”. E Pickett leva a sério esta mensagem. Ele vê olhares surpresos nos rostos das pessoas quando lhes diz que é um CIO. Então acrescenta que é “o cara do computador”. E elas entendem.
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Língua rica, falante pobre.
Quando alguém utiliza termos de outra língua para expressar idéias para as quais já existem palavras na sua língua mãe, uma ou ambas de duas coisas está acontecendo: desconhecimento de sua língua ou vontade de impressionar. Triste o povo que desconhece a sua língua.
Não se trata de xenofobia, mas deixar de usar um termo em português para usar a tradução em outra língua é demonstração de pobreza cultural. Por essas e outras é que o nosso país está sempre a reboque dos outros. Por essas e outras é que o nosso PIB só cresce mais do que o do Haiti na América.
Justifica-se o estrangeirismo nos casos em que a palavra não existe na língua, como futebol, software, abajur, etc, ou quando existe, mas o seu uso não daria o sentido exato que se pretende, como Web, outsourcing, spread, etc. Agora, usar uma palavra estrangeira por achar que isso dá "status" é uma demonstração de falta de segurança.
Paulo Alberto - 28 Fev 2007, 18h22
Língua rica, falante pobre.
Quando alguém utiliza termos de outra língua para expressar idéias para as quais já existem palavras na sua língua mãe, uma ou ambas de duas coisas está acontecendo: desconhecimento de sua língua ou vontade de impressionar. Triste o povo que desconhece a sua língua.
Não se trata de xenofobia, mas deixar de usar um termo em português para usar a tradução em outra língua é demonstração de pobreza cultural. Por essas e outras é que o nosso país está sempre a reboque dos outros. Por essas e outras é que o nosso PIB só cresce mais do que o do Haiti na América.
Justifica-se o estrangeirismo nos casos em que a palavra não existe na língua, como futebol, software, abajur, etc, ou quando existe, mas o seu uso não daria o sentido exato que se pretende, como Web, outsourcing, spread, etc. Agora, usar uma palavra estrangeira por achar que isso dá "status" é uma demonstração de falta de segurança.
Paulo Alberto - 28 Fev 2007, 18h21
Poluição da l´ngua portuguesa
As línguas sofrem influência dos povos dominantes, como já aconteceu com o grego, o latim, o francês e agora está acontecendo com o inglês. Mas esse império não tardará cair como já aconteceu com os anteriores. No futuro não muito distante usaremos o mandarim, certamente.
Mas na língua portuguesa está acontecendo um uso abusivo de termos de línguas estrangeiras - uma verdadeira poluição de nossa língua pátria. Profissionais, principalmente da área da tecnologia, usam e abusam de termos incompreensíveis para a maioria da população brasileira.
Em palestras ou em artigos técnicos, o palestrante ou o articulista para mostrar um pouco de sua “intelectualidade” enfia termos em inglês no meio do assunto tratado. Cheguei-me a retirar do recinto de uma palestra porque não estava entendo o que o palestrante dizia em inglês e tive vergonha de perguntar. Se o fizesse seria ridicularizado pelos presentes que, na maioria não estava entendo também.
Joaquim - 22 Fev 2007, 09h45
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