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Carreira

Jargão: o mal que domina a TI

Por COMPUTERWORLD

19 de fevereiro de 2007 - 08h10
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Palavras que amamos odiar

Prepare-se. A lista a seguir foi composta por diversas fontes do COMPUTERWORLD/EUA, que mostram o quão difícil é se entender no mundo da TI

Alinhamento: Depois de 30 anos, as pessoas ainda não sabem ao certo o que quer dizer.

Arquitetura orientada a serviço (Service-oriented architecture, ou SOA): Isto significa, então, que todo o resto que fazemos não é orientado a serviço?

Avaliação de maturidade: Nome complicado para benchmark. 

Cliente/consumidor: São os clientes de TI, do pessoal de negócio ou seus clientes? Depende de a quem você pergunta.

Desenvolvimento ágil: Usado para descrever qualquer coisa que não seja tradicional.

Domínio: Existem domínios de negócio, domínios de arquitetura, domínios de aplicativo. Sem um modificador, você está perdido.
 
Espírito de equipe: A personificação de um termo perigoso. Em geral, tem a ver com adesão, on board, mas não onboarding. Veja o significado de onboarding abaixo.

Estratégico: Sistemas que mantêm a empresa no negócio ou sistemas com os quais trabalho.

Expertise funcional: Em contratos, normalmente significa um determinado nível de experiência. Mas expertise? A quem estamos enganando?

Onboarding: Palavra bonita para treinamento. Assim achamos.

Pró-ativo: Atacar alguma coisa que não atacou você primeiro.

Processo: Procedimentos, sugestões, melhores práticas, o que for melhor — você decide.

Proprietário: Tecnicamente, este termo significa a propriedade intelectual de uma empresa, mas é usado para descrever qualquer software de prateleira que foi montado para uma organização específica.

Rightsizing: Livrar-se de pessoas.

Sistemas ou soluções sem costura/integrados/transparentes: Suas conjecturas são tão boas quanto as nossas.

Socializar: Consultar outros indivíduos e grupos para ver o que eles pensam. Por exemplo, “Vamos socializar esta idéia”. Fora de TI, significa se reunir com amigos.

Solução: Seja o que for, cabe a pergunta: “Qual é o meu problema?”

Sourcing: Descreve aquele que está tirando seu emprego.

Sysadmin e sysprog: Formas abreviadas de “administrador de sistemas” e “programador de sistemas”. Mostram o quanto os desenvolvedores podem ser preguiçosos.
 
Turnkey: Basta plugar para funcionar; alternativamente, é o que vamos criar para você.

Valor agregado: Sem sentido. Hoje, tudo agrega valor a alguma coisa em algum lugar.

Virtualização: Não está lá fisicamente, mas está. Estamos usando espelhos?

Opinião do Leitor [3 comentários]

Língua rica, falante pobre.

Quando alguém utiliza termos de outra língua para expressar idéias para as quais já existem palavras na sua língua mãe, uma ou ambas de duas coisas está acontecendo: desconhecimento de sua língua ou vontade de impressionar. Triste o povo que desconhece a sua língua.
Não se trata de xenofobia, mas deixar de usar um termo em português para usar a tradução em outra língua é demonstração de pobreza cultural. Por essas e outras é que o nosso país está sempre a reboque dos outros. Por essas e outras é que o nosso PIB só cresce mais do que o do Haiti na América.
Justifica-se o estrangeirismo nos casos em que a palavra não existe na língua, como futebol, software, abajur, etc, ou quando existe, mas o seu uso não daria o sentido exato que se pretende, como Web, outsourcing, spread, etc. Agora, usar uma palavra estrangeira por achar que isso dá "status" é uma demonstração de falta de segurança.
Paulo Alberto - 28 Fev 2007, 18h22

Língua rica, falante pobre.

Quando alguém utiliza termos de outra língua para expressar idéias para as quais já existem palavras na sua língua mãe, uma ou ambas de duas coisas está acontecendo: desconhecimento de sua língua ou vontade de impressionar. Triste o povo que desconhece a sua língua.
Não se trata de xenofobia, mas deixar de usar um termo em português para usar a tradução em outra língua é demonstração de pobreza cultural. Por essas e outras é que o nosso país está sempre a reboque dos outros. Por essas e outras é que o nosso PIB só cresce mais do que o do Haiti na América.
Justifica-se o estrangeirismo nos casos em que a palavra não existe na língua, como futebol, software, abajur, etc, ou quando existe, mas o seu uso não daria o sentido exato que se pretende, como Web, outsourcing, spread, etc. Agora, usar uma palavra estrangeira por achar que isso dá "status" é uma demonstração de falta de segurança.
Paulo Alberto - 28 Fev 2007, 18h21

Poluição da l´ngua portuguesa

As línguas sofrem influência dos povos dominantes, como já aconteceu com o grego, o latim, o francês e agora está acontecendo com o inglês. Mas esse império não tardará cair como já aconteceu com os anteriores. No futuro não muito distante usaremos o mandarim, certamente.
Mas na língua portuguesa está acontecendo um uso abusivo de termos de línguas estrangeiras - uma verdadeira poluição de nossa língua pátria. Profissionais, principalmente da área da tecnologia, usam e abusam de termos incompreensíveis para a maioria da população brasileira.
Em palestras ou em artigos técnicos, o palestrante ou o articulista para mostrar um pouco de sua “intelectualidade” enfia termos em inglês no meio do assunto tratado. Cheguei-me a retirar do recinto de uma palestra porque não estava entendo o que o palestrante dizia em inglês e tive vergonha de perguntar. Se o fizesse seria ridicularizado pelos presentes que, na maioria não estava entendo também.
Joaquim - 22 Fev 2007, 09h45
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