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Carreira

Atalho rumo ao topo

Mais do que ouvir dicas de comportamento, para seguir o caminho certo e se tornar o CEO de uma empresa de TI, é preciso entender as necessidades das companhias.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

23 de fevereiro de 2007 - 08h05
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Para evitar que no final da carreira um dos sonetos de Carlos Drummond de Andrade embale seus pensamentos – “Perdi o bonde e a esperança. Volto pálido para casa” – prepare-se desde agora para agarrar as oportunidades e se tornar o presidente de uma empresa fornecedora de TI. Entre os itens dessa preparação, nada de dicas de gurus e seus mágicos livros de auto-ajuda corporativa. O melhor é entender as áreas pelo qual precisa passar para reunir no seu perfil as características exigidas de um CEO.

Antigamente, segundo a diretora-geral para o Brasil da Russell Reynolds, Fátima Zorzato, havia uma idéia de que a maior parte dos líderes de empresas de tecnologia da informação eram vendedores e de relacionamento com clientes. “Hoje há uma mudança para o que chamamos de ‘perfil de consultoria’ e também um segundo movimento de venda consultiva, porque a terceirização trouxe novas práticas”, analisa. Segundo Fátima, o que motivou essa mudança foi uma alteração na demanda do mercado. “No passado as necessidades eram só de mão-de-obra.”

A executiva acredita também que, nas empresas de software, a origem dos presidentes é basicamente de consultoria ou de pessoas que um dia já foram de TI e têm formação técnica. “Diferentemente, há 30 anos havia um misto entre o olho financeiro e de vendas. Atualmente a prioridade é por executivos de negócios. Por isso, quem entender essa necessidade de conhecimento de mercado e conseguir identificar oportunidades de crescimento tem mais chance de se tornar o presidente”, aposta Fátima.

Dono de uma opinião diferente, Jairo Okret, sócio da Korn & Ferry, identifica quatro perfis potenciais para assumir o cargo máximo de uma fornecedora de TI. O primeiro, segundo ele, é o de vendedor, que fez carreira em vendas. Na seqüência, quem surge é o consultor, seguido do profissional técnico e, a quarta possibilidade, é a pessoa com perfil de gestão. “Além disso, existe quem faça uma carreira horizontal, mas em diversas empresas, e quem fica em uma só companhia e vai crescendo”, acrescenta.

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