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Carreira

TI com um toque feminino

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o COMPUTERWORLD e a revista CIO ouviram profissionais de destaque do mercado para entender como elas contribuem para o desenvolvimento do setor.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD, e Thais Cerioni, da CIO

08 de março de 2007 - 07h30
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Médicas, advogadas, psicólogas, jornalistas, publicitárias, cientistas, artistas... São incontáveis as áreas em que as mulheres já conquistaram respeito e marcaram seu espaço como profissionais de destaque.

Entretanto, quando o assunto é tecnologia, a situação ainda não é tão igualitária. No Brasil, os dedos de duas mãos são quase suficientes para contar os principais nomes femininos no mercado de TI – tanto na indústria quanto na liderança da área de tecnologia das corporações. A experiência mostra que este quadro deve-se menos a uma possível falta de aptidão e mais a um vício cultural que torna senso comum a percepção de que, se as mulheres não sabem sequer programar o DVD player, jamais poderiam ser a principal executiva de TI de uma grande corporação.

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Preconceitos são fracos exatamente por serem construídos sobre imagens facilmente destruídas pela realidade. E é assim que as mulheres vêm conquistando cada vez mais cargos de liderança no setor de tecnologia da informação – a exemplo do que acontece nas demais posições executivas.

Levantamento realizado pela consultoria de recursos humanos Catho com mais de 95 mil companhias mostra que, atualmente, 20,2% das empresas brasileiras têm mulheres na presidência ou em cargo equivalente. O número representa um aumento significativo em relação a 2001, quando eram 13,9% as corporações comandadas por elas.

“Estatisticamente, o número de mulheres em diretorias ou gerências era mínimo ou quase zero há alguns anos, em qualquer profissão”, aponta Fátima Zorzato, presidente da empresa de executive search Russel Reynolds. Em sua visão, além das questões culturais, o crescimento deve-se à maior valorização de algumas características – notadamente femininas – em posições gerenciais. No mercado de TI, soma-se a isto a valorização de profissionais com perfis menos técnicos. “Entre os CIOs, a necessidade de se relacionar com os usuários, por exemplo, torna a sensibilidade um fator mais valorizado”, destaca.

Fátima, assim como diversas executivas do segmento, acredita que o avanço das mulheres no mercado de TI é uma questão de tempo. Com presença cada vez mais expressiva no setor e boa parte dos CIOs próximos à aposentadoria, são grandes as chances da próxima geração de líderes de tecnologia ser mais feminina. Se as executivas que vêm por aí seguirem os passos das que já se firmaram no setor, a tecnologia só tem a ganhar com esta tendência.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Outros toques femininos

Gostaria de lembrar que nem só de empresas e de líderes que nelas atuam vive a área de TI. Em outros campos, alguns com impacto sócio-econômico muito maior que qualquer empresa possa ter, também há representantes de destaque entre as mulheres.
Porém quero dar destaque a um de fundamental importância para a sociedade brasileira, pois desse trabalo muito depende o futuro desta profissão no país.
O trabalho realizado pala sociedade brasileira de computação (SBC) e sua presidente Cláudia Bauzer, com o intuito de expandir a área de atuação profissional deste seguimento atraindo mais mulheres para ele, já alcança reconhecimento internacional e merece o cumprimento de todos. Com esta ação se pretende atrair mais jovens mulheres para a área de computação e consequentemente aumentar em muito as oportunidades para que mais histórias como as apresentadas surjam.
Parabéns a Cláudia e à SBC.

Mais informações a respeito:
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&content=news&id=6284

http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=89&content=magazine&option=content&id=67
Rodrigo Bagni - 08 Mar 2007, 21h47
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