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Carreira

Ministro promete aumentar o número de pesquisadores nas empresas

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, está disposto a tirar o atraso do país na área de pesquisa neste segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por COMPUTERWORLD*

05 de abril de 2007 - 15h05
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Aumentar o número de pesquisadores nas empresas é um dos principais objetivos do ministério da Ciência e Tecnologia, como afirmou hoje (05/04) o dirigente da pasta, Sergio Rezende, na Rede Nacional de Rádios, entrevista a diversas emissoras realizada no estúdio da Rádio Nacional.

"Queremos implantar a ciência e tecnologia no Brasil em grande quantidade. Para isso, precisamos mudar a cultura de nosso País", afirmou. Segundo ele, o governo quer "abrir novos caminhos, aumentar as possibilidades de empregos e pesquisadores, em especial nas empresas brasileiras. Temos um caminho enorme para percorrer nesse sentido. Até então, os empregos para cientistas eram apenas nas universidades", disse o ministro.

Rezende contou que o governo vem buscando firmar parceria com todos os estados e citou como exemplo um fundo de cerca de R$ 40 milhões para fomentar pesquisa na Amazônia. Segundo sua assessoria de imprensa, este é um dos 16 existentes no país.

"Se no começo do século 19 tivéssemos tirado um pequeno percentual da arrecadação da produção da borracha e investido em ciência e tecnologia, não tenham dúvida de que o Pará e toda a região amazônica seriam muito diferentem do que são hoje. Estamos começando um pouco atrasados, mas temos muita disposição, articulação. E os resultados estão aparecendo", afirmou.

O ministro lembrou que, embora Brasil e Estados Unidos tenham sido descobertos na mesma época, os norte-americanos fundaram sua primeira universidade (Harvard) em 1636 e os brasileiros, quase trezentos anos depois, em 1934: a Universidade de São Paulo (USP).

"Temos muito o que fazer ainda nessa área, apesar de já termos bons exemplos de resultados de ciência para a riqueza de nosso país", reiterou Rezende. Segundo ele, "o Brasil hoje é o país mais competitivo em termos de agropecuária, por exemplo, e isso não é apenas porque temos terra, mão-de-obra barata e sol o ano inteiro. É porque, na década de 70, foi criada a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária]", destacou.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Equívocos

O caminho apontado por Sua Excelência é necessário.

Porém, é preciso um pouco mais. Na nossa indústria de software, por exemplo, todas as ações são tímidas.

É certo que os problemas vividos hoje são heranças de diversos governos, porém, algo precisa ser feito, e feito logo. É bizarro que, neste país, um boteco que venda cachaça tenha uma carga tributária mais baixa que uma empresa que desenvolve tecnologia.

Ninguém quer nada de graça. Mas uma estratégia de incetivos a um setor que pode gerar tanta riquesa, principalmente porque contribui para praticamente todos os demais setores da indústria brasileira é, no mínimo, coerente.

Torçamos para que as coisas comecem a acontecer e, principalmente, acontecer para as pequenas empresas (não adianta incentivar só grandes empresas, estas até tem dinheiro para investir). Quem precisa de incentivo são as pequenas, para que tornem-se grandes.

Outro dia o BNDES enviou convite para road show para interessados em investimentos através do programa PROSOFT. Ótima iniciativa. Só que estava escrito lá, como pré-requisito: empresa com faturamento acima de 1 milhão. Ficamos de fora. Que pena. Empregamos 10 pessoas e temos potencial de dobrar esse número até o final do ano.

Corolário: Não adianta iniciativa somente como discurso estatégico. É preciso prática que corrobore essa estratégia.
Alfredo - 12 Abr 2007, 13h48
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