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Carreira

CEOs dos EUA procuram candidatos estrangeiros

Para encontrar profissionais qualificados, CEOs tem buscado candidatos fora do país de origem, segundo estudo da Deloitte, e diversificado benefícios para reter talentos.

Por COMPUTERWORLD

02 de maio de 2007 - 17h47
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Aproximadamente metade das 500 empresas norte-americanas que mais crescem usam serviços offshore e outras 55% pretendem contratar serviços de outros continentes nos próximos cinco anos. Pesquisa da Deloitte revela, inclusive, que CEOs consideram como seus maiores desafios operacionais a contratação e a manutenção de funcionários.

“Não é uma novidade surpreendente que os CEOs das empresas que mais crescem irão olhar para os talentos do mercado de offshore para continuar nesse ritmo do mercado”, diz Tony Kern, principal gerente da Deloitte Technology, Media & Telecommunications Group. O estudo, conduzido durante o primeiro trimestre de 2007, ouviu os CEOs das 500 empresas que mais crescem nos EUA, a partir de um ranking baseado em porcentagens de crescimento da receita de ano fiscal dos últimos cinco anos.

Os CEOs passaram a olhar para os talentos além-mar, segundo a pesquisa. Cerca de 30% dos executivos nos próximos cinco anos pretendem ter mais de 10% dos seus funcionários no modelo offshore; 27% planejam 20% dos empregados nesse padrão ; 19% esperam empregar 30% dos talentos à distância e 15% vêem o número subir mais de 40%.

Cerca de 43% dos CEOs dizem que é “crítico ou muito importante” olhar para outros continentes em busca de talentos. Contudo, apesar da tendência do trabalho offshore, a pesquisa da Deloitte revela que a América do Norte nos próximos cinco anos vai representar a área com maior potencial de crescimento para estes CEOs, cujo interesse pela região da Ásia caiu pela metade, para 10%, em relação ao ano passado, possivelmente por razões de proteção de propriedade intelectual, segundo a Deloitte.

“O que é fundamental é que o interesse dos CEOs em vender em outros mercados está decrescendo, com mais do que três quartos dos executivos dizendo que os Estados Unidos representam a maior oportunidade para o crescimento significativo nos próximos cinco anos”, diz Kern.

Com mais do que dois terços dos CEOs dizendo que funcionários de alta qualidade são a maior contribuição para o crescimento da companhia – encontrar e reter profissionais de qualidade é o maior desafio profissional para aproximadamente metade dos respondentes (41% no ano passado). A pesquisa mostra que a necessidade de equipes qualificadas fez com que cerca de 70% dos CEOs adotassem compensações ou programas de stock options para os profissionais, enquanto outros 51% oferecem turnos flexíveis de trabalho e 38% colocam em ação programas de treinamento e educacionais.

“Quando se trata de reter talentos, o fornecimento e a demanda estão fora de balanço, tornando os funcionários mais como consumidores”, diz Jeff Alderton, da Deloitte Consulting. Se funcionários com aquelas habilidades sob demanda não estão satisfeitos no ambiente de trabalho, eles procurarão novas oportunidades nos competidores. Isso vai gerar uma tensão sobre os empregadores para encontrar o talento disponível.

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