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Carreira

Carreira: profissionais que sabem Cobol são bem remunerados

Por Nando Rodrigues, da PC World

21 de maio de 2007 - 09h25
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Dentre as diversas razões que previam a morte do , estava o fato de ser uma linguagem que ‘parou no tempo’. Ledo engano, segundo Cardoso, da C&C Microinformática. “Existem perto de 50 empresas comercializando compiladores atualmente. Isto permite que as novas aplicações sejam compatíveis não só com os sistemas legados que rodam em mainframes, mas, principalmente, com tecnologias como Java, .Net etc., tudo orientado a objeto”.

Como o Cefet-SP, algumas universidades mantém o na grade curricular dos cursos de tecnologia e Ciência da Computação. É o caso do Mackenzie, da Fasp e de algumas Fatecs, como a de Americana e a de Botucatu, ambas de São Paulo, mas são exceções.

Para complementar os cursos de formação técnica (em nível médio ou superior) e também permitir que as novas tecnologias possam ser utilizadas adequadamente, os fornecedores de compiladores e consultoria oferecem treinamento.

“Para manter-se atualizado, o profissional deve se reciclar, e nesse momento, o papel do fabricante é fundamental”, frisa Faes Jr, da ABPC. Ele explica que esse contato é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que promove capacitação de programadores, os fabricantes constroem uma relação de fidelidade à sua versão do .

Em outubro de 2006, a T-Systems, empresa de tecnologia da informação e comunicação que pertence ao grupo Deutsche Telekom, inaugurou um centro Offshore na cidade de Blumenau (SC), onde mantém pessoas treinadas em .  “Devido a uma necessidade de mercado, decidimos capacitar alguns de nossos profissionais na linguagem. Alguns clientes têm sistemas legados que necessitam de atualizações e melhorias constantes”, explica Ingo Feslau, diretor de Systems Integration da empresa.

Segundo ele, como as universidades não estão capacitando profissionais na linguagem (mainframe), a T-Systems resolveu investir, ela mesma, nesse treinamento. Além disso, o centro trabalha com o objetivo de dar oportunidade a jovens carentes a ingressarem no mercado de trabalho.

“Apoiamos socialmente o ‘Programa Social Entra 21’, projeto social promovido pela Blusoft (entidade para desenvolvimento do pólo tecnológico de Blumenau), que visa capacitar jovens entre 16 e 25 anos para o mercado de trabalho, custeando cursos no setor de tecnologia”, diz o diretor. No ano passado, 20 dos jovens treinados pela empresa foram efetivados. A T-Systems possui, hoje, 150 profissionais habilitados a trabalhar com e outros 40 em treinamento.

A DTS, que distribui a versão da Microfocus na América Latina, também criou um centro de treinamento para . Localizado no bairro de Alphaville, na Grande São Paulo (SP), o centro promove cursos de Mainframe com duração de 18 a 27 semanas.

“Fomos praticamente obrigado a tomar essa medida”, conta Alessandro Buonopane, da DTS. A idéia, acrescenta, é ajudar os parceiros corporativos da empresa na formação de mão-de-obra especializada. “Mas também absorvemos parte dos formando. Os melhores alunos de cada turma, com aproveitamento acima de 70%, receberão oferta de contratação imediata”, diz Buonopane.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Erro no Artigo

Existe ume rro nesse artigo, o cobol não tem 25 anos, e sim 50, ele foi criado em 1959
Luiz Edmundo - 21 Ago 2007, 16h42
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