Carreira
Como evitar que a limitação física bloqueie o talento
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A companhia reservou cerca de 120 posições no seu call center para esse fim, e para isso implantou rampas de acesso e software de comando de voz, mas quer que os portadores de deficiências também sejam usados nas demais divisões da companhia, de outsourcing de TI e de desenvolvimento de software.
Para esses postos, entretanto, a companhia trabalha em uma parceria junto ao ministério do Trabalho e aos sindicatos para que, mesmo que os contratados tenham poucas competências técnicas, elas possam ser desenvolvidas internamente.
“Temos o foco no cumprimento da cota, começando pelo call center, mas a idéia é fornecer também cursos de inglês e de linguagens como Cobol para que esses profissionais possam ser aproveitados em outras funções”, explicou.
A companhia americana de serviços de TI tem cerca de 9 mil funcionários no Brasil. Para empresas do seu porte, a lei exige que 5% dos seus postos de trabalho – ou 450 vagas – sejam distribuídas entre os portadores de algum tipo de deficiência física.
Segundo Therezo Júnior, a companhia não enfrentou resistência por parte dos demais funcionários na adaptação dos deficientes já contratados. “A inclusão está baseada na cultura da EDS, para quem lidar com a diversidade não envolve apenas conviver com pessoas de outras raças ou credos”, disse ele. A adaptação, por isso, “foi muito tranqüila”, segundo ele.
Difícil é encontrar os profissionais
“A inclusão é fácil, difícil é encontrar esses profissionais no mercado”, conclui ele. A opinião é compartilhada por Fabiana dos Santos Galetol, gerente de diversidade e clima organizacional da IBM. Segundo ela, “como toda empresa de TI, temos dificuldade de encontrar profissionais de qualquer tipo”, com ou sem deficiência.
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