Carreira
Nasscom rebate acusações de fraude em sistema de visto para profissional indiano
A associação admite que podem acontecer exemplos de abuso do visto americano por companhias indianas, mas ressalta que os problemas estão restritos a pequenas operações.
Por COMPUTERWORLD
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A National Association of Software and Service Companies (Nasscom), associação indiana de terceirização de serviços de TI, distribuiu um comunicado para rebater as acusações de fraudes no uso de vistos americanos especiais para profissionais indianos que atuam nos Estados Unidos.
"Muitas companhias indianas que distribuem grande número de vistos americanos são listadas em bolsa e gerenciadas de forma ética", disse Nasscom no comunicado. "Qualquer abuso no uso desses vistos deve estar restrito a pequenas companhias", reiterou a entidade indiana de terceirização de TI.
A Nasscom, no entanto, admitiu na nota que pequenas empresas estão "em uma área que merece maior atenção" das autoridades.
Os comentários da entidade foram feitos depois de dois senadores americanos terem alegado abuso por parte das companhias indianas no uso dos vistos, o que estaria prejudicando a oferta de emprego aos próprios americanos.
Nesta semana, o senador republicano Chuck Grassley e o democrata Dick Durbin questionaram o uso de grande quantidade de vistos americanos por empresas de terceirização da Índia.
Os senadores querem retomar uma reforma do sistema de imigração americano, com uma restrição ao número de vistos especiais, como o H-1B, que as companhias que contratam mão-de-obra estrangeira utilizam.
No início deste mês, a Patni Computer Systems chegou a um acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos para pagar indenizações aos empregados trazidos para trabalhar nos Estados Unidos dentro do programa H-1B, uma vez que eles estavam ganhando menos que os funcionários americanos na mesma função.
A Patni está entre as 10 maiores usuárias dos programas de vistos especiais para trabalhadores estrangeiros vindos da Índia.
Os senadores escreveram cartas para nove companhias indianas em maio, questionando detalhes do uso desse tipo de visto. Entre elas estão as maiores companhias do setor de TI naquele país, como Tata Consultancy Services, Infosys e Wipro. Juntas, as nove empresas contam com cerca de 20 mil vistos.
As empresas demonstram estar usando o visto especial para substituir americanos qualificados, segundo a alegação de Grassley. O ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath, alertou que as queixas dos senadores poderiam ter repercussões nas negociações em curso na World Trade Organization (WTO).
As negociações, no entanto, não avançaram por conta de divergências nos subsídios agrícolas, e não por questões de trabalho.
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