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Carreira

Governo quer implantar 'residência' para engenheiros de software

Modelo seguirá o hoje usado na carreira de Medicina e prevê especialização de um a dois anos, segundo Augusto Gadelha, secretário do MCT.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

28 de agosto de 2007 - 07h55
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O governo quer estender a todo o País uma experiência já colocada em prática em universidades de Pernambuco: a 'residência' para os engenheiros de software.

Como explicou Augusto César Gadelha, secretário de Política de Informática do ministério da Ciência e Tecnologia, a idéia é usar o modelo hoje em vigor na carreira de Medicina para que profissionais de áreas correlatas tenham a especialização necessária para a engenharia de software.

Segundo ele, "desta forma pessoas formadas em qualquer carreira do segmento poderão ter acesso a uma especialização maior, feita em um ou dois anos, para a área de software", disse ele.

De acordo com o secretário, hoje "as faculdades estão aquém do que o mercado deseja" e ainda há um agravante citado por ele: "70% dos alunos das escolas de engenharia abandonam o curso no segundo ano".

Por isso, ele acredita que a formação de capital humano na área de TI "é um problema que teremos de enfrentar", afirmou.

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Depois da adoção bem-sucedida por companhias do Porto Digital, em Recife (PE), o governo federal quer espalhar a 'residência' a todo o País. Segundo Gadelha, a idéia é preparar um edital na Finep para que as universidades possam se candidatar.

Segundo ele, o edital poderá sair até o final deste ano, com previsão de investimentos de cerca de 6 milhões de reais. Gadelha afirmou, em seminário sobre a regulamentação no setor de comunicações, que o governo pretende apoiar o setor de software com duas frentes: a formação de recursos humanos e a desoneração do setor.

Em relação à desoneração, segundo Gadelha, é uma iniciativa em estudo pelo próprio ministério da Ciência e Tecnologia, a pasta do Desenvolvimento, Fazenda e Casa Civil. "Queremos convergir todas as propostas recebidas das empresas para uma única", explicou.

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