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Carreira

Práticas da indústria para formar mão-de-obra só apagam incêndio

Durante evento sobre a formação de profissionais, Descartes Teixeira afirma que, em vez de pensar nas necessidades futuras, medidas resolvem apenas problemas imediatos.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

24 de setembro de 2007 - 13h36
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Uma das conclusões a que se chegou durante o Seminário Tecnologia da Informação: Mão-de-obra, promovido pela Amcham na manhã desta segunda-feira (24/09) é a de que muitas medidas que estão sendo tomadas para a formação de profissionais para o setor de TI não estão resolvendo o problema no longo prazo.

Segundo o diretor do Instituto de Tecnologia de Software (ITS), Descartes de Souza Teixeira, poucas empresas se preocupam com o nível de escolaridade que os executivos e profissionais do setor precisam ter em 2020, por exemplo. “Por enquanto, as medidas só servem para apagar incêndios”, afirma.

Para que isso deixe de acontecer, Teixeira sugere que as companhias avaliem para onde querem seguir e em que patamar pretendem estar no futuro, para assim se preparar e chegar lá. “Acabei de voltar do México e vi que lá, como a concorrência está do outro lado da rua [os Estados Unidos], eles estão aprendendo a se estruturar e criaram um espaço em que as universidades estão muito perto das empresas de TI, que também ficam próximas das incubadoras”, compara.

Ele diz ainda que muitas práticas são falhas e que, por conta disso, uma pesquisa mostrou que a cada 100 profissionais formados, apenas 13 são absorvidos pelas empresas. “Porque muitos não dominam a língua inglesa, por exemplo”, conta.

Kátia Pessanha, gerente de relações com universidades da IBM, também percebe alguns pontos falhos. Entre eles, o fato de que o trabalho de apresentação da carreira de TI só é feito nas universidades, e não na etapa anterior de decisão da carreira a ser seguida. Por conta disso, o Brasil está seguindo a tendência dos EUA, com queda no número de inscritos nos cursos da área. “Na última década, o número de pessoas que optaram por fazer na universidade um curso de tecnologia caiu 30%”, cita.

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Uma sugestão de Kátia, já em execução na IBM, é a busca de interlocutores na academia, para que as medidas sejam de fato efetivas. “Algum profissional que já tenha passado pela instituição sabe quem são os professores ativos, que colocam em práticas as iniciativas. Assim, ficam mais fáceis e proveitosas as intenções de formação de profissionais”, revela.

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