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Carreira

Carreira: quando o bem-estar fala mais alto

Profissionais contam como crescem e porque se mantêm na mesma empresa há anos, apesar dos alertas de mercado de que é preciso mudar de companhia e buscar promoções.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD*

23 de outubro de 2007 - 06h35
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Recentemente, o country manager do grupo de serviços online da Microsoft Brasil, Osvaldo Oliveira, completou 18 anos de trabalho na companhia e 16,5 anos ocupando cargos equivalentes ao de diretor. Estagnado? Longe disso. O executivo é um dos exemplos de profissionais da área de tecnologia que conseguiram traçar um modelo de carreira baseado em movimentações horizontais, o que, ao contrário do que aparenta, implica em crescimento contínuo e acelerado.

Ele, como outros profissionais do setor, representa a contrariedade de um conceito difundido por conselheiros de carreira e profissionais de executive search e headhunters, que prega um conceito próprio. De acordo com pesquisas, o executivo que faz uma longa carreira em uma empresa só – e que não seja meteórica até o topo –, acaba ficando com uma imagem negativa. Esta idéia é relativamente nova no mercado. Há algumas décadas, manter-se na mesma empresa era considerado mais adequado profissionalmente.

Essa tese, sem autoria definida, é contrariada pelos profissionais de TI entrevistados nesta reportagem. Eles se preocupam menos com o nome dos cargos que estampam em seus cartões de visita e mais com o aprendizado e experiências que podem acumular ao ocupar determinado posto. Além disso, assim como Oliveira, da Microsoft, Edson Shiwa, vice-presidente do grupo de imagem e impressão da HP e Marco Aurélio Lauria, executivo de vendas de software da IBM, priorizam o seu bem estar pessoal e profissional, mais do que comparações com o desempenho e crescimento de colegas.

A manutenção do nível, acompanhada das mudanças de áreas, também não representam falta de ambição. Quando buscam o aprendizado e novos desafios, eles contam que pensam em sua empregabilidade. “Às vezes você é cotado para muito mais áreas tendo passado por diversos setores do que se tiver crescido rapidamente e só conhecer a realidade de um departamento”, avalia Lauria.

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Edson Shiwa, funcionário da HP há mais de 20 anos e hoje vice-presidente da área de imagem e impressões, concorda com Lauria. “Mudar de área é quase como mudar de empresa, em termos de aprendizado”, afirma Shiwa. O executivo, de 42 anos, começou na empresa ainda na faculdade de engenharia, momento em trabalhou em diversas áreas de desenvolvimento. De PCs e suprimentos, passando por Unix, Shiwa teve tantas funções, que sequer consegue contar.

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