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Carreira

Para um bom trabalho, use menos horas e mais energia

Para o estudioso Tony Schwartz, é mais importante verificar o grau de energia disponível do que investir horas extras para fazer um bom trabalho.

Por IDG News Service

23 de outubro de 2007 - 06h55
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Se você está sob pressão para entregar documentos, análises, relatórios ou qualquer outro tipo de tarefa, a pior coisa a fazer é ficar trabalhando durante mais tempo. Essa é a mensagem de Tony Schwartz, que diz ainda que a chave para a produtividade é gerenciar a sua energia, não o seu tempo.

Com mais de 30 anos de experiência em práticas de liderança, Schwartz é o presidente e fundador do The Energy Project e co-autor do livro The Power of Full Engagement (Free Press, 2003, disponível no Brasil, mas sem versão em português). Nessa entrevista, o pesquisador fala sobre como fazer mais trabalho de qualidade em menos tempo – e ainda trazer a vida de volta ao rumo certo.

COMPUTERWORLD – O senhor escreve que trabalhar durante mais horas não é a solução para o aumento da pressão que muitos sentem no trabalho. Por quê?
Tony Schwartz
– Porque o erro fundamental das organizações com suas pessoas é tratá-las como máquinas, como verdadeiros computadores. As companhias acreditam que as pessoas podem operar por muito tempo, em alta velocidade e processando diversos programas ao mesmo tempo. Na verdade, os humanos não funcionam linearmente – eles foram criados para pulsar, para se mover entre gastar energia e renová-la. Quando estabelecemos um ritmo, somos mais produtivos e mais sustentáveis.

No entanto, o mundo começa a errar quando confunde atividade com produtividade. “Mais” se tornou a medida do sucesso. Quanto “mais coisas” fazemos, mais tarefas realizamos, mais horas passamos no trabalho e mais somos reconhecidos por isso. Mas a real medida deveria ser a qualidade do trabalho entregue. E, por incrível que pareça, essa referência foi perdida.

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CW – Mas qual é a alternativa quando temos prazos que não podemos mudar?
Schwartz
– Gerenciar a energia é mais eficiente do se preocupar com o tempo gasto. Um exemplo: quando eu escrevi o livro sobre essa pesquisa, eu tive um prazo de entrega muito curto, de três meses. Antes, já havia escrito três livros e nenhum levou menos de um ano. Mas ao invés de trabalhar mais horas, eu na verdade trabalhei menos. Eu estabeleci que faria quatro sessões por dia de dedicação intensa, de 90 minutos cada, e não me permitia ser interrompido durante esses períodos.

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Opinião do Leitor [1 comentários]

Menos horas e mais energia

Sou Analista de Negócios e trabalho no Banco Semear S.A.
No desempenho da minha função existe um grande número de tarefas sendo desenvolvidas simultâneamente e todas com prazos curtos para serem concluídas.
Este novo paradigma apresentado por Tony Schwartz coincide na sua totalidade com o meu "dia-a-dia" de trabalho. São recomendações totalmente pertinentes a minha função. Principalmente quanto a não dar foco em uma tarefa de cada vez.
Este é um problema que, apesar de tentar evitá-lo, sempre acaba acontecendo e compromete consideralvelmente a minha produtividade.
Se os conceitos apresentados forem seguidos, certamente trarão grande benefício tanto para o profissional quanto para a empresa onde trabalha. O mais importante é que a maior parte das recomendações depende do próprio profissional ter a atitude de querer seguí-las e de se auto-gerenciar.
JOSE CARLOS - 23 Out 2007, 13h01
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