Carreira
Para um bom trabalho, use menos horas e mais energia
Por IDG News Service
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CW – O senhor escreve que o que dizemos a nós mesmos afetam nossas emoções. O que quer dizer com isso?
Schwartz – As pessoas acham que emoções negativas são uma resposta a circunstâncias externas: ‘Meu chefe grita comigo, portanto, estou triste’. No entanto, o que poucos percebem é que não são os fatos que influenciam as nossas emoções, é a história que contamos sobre aqueles fatos. E nós temos uma escolha sobre a história que contamos a nós mesmo.
Para ajudar as pessoas a contar histórias que as atendam melhor, nós as encorajamos a pensar no que contariam sobre o seu melhor. Ou podemos perguntar: “Que história a pessoa que você admira mais contaria sobre esses fatos?”. No caso do seu chefe, a história não deve ser “Ele é um estúpido” ou “Eu não sou bom”, mas talvez, ao contrário, “Ele provavelmente está tendo um dia ruim” ou “Ele está certo em partes e o que eu posso aprender disso?”.
As histórias que contamos sobre nós são importantes porque, como disse Aristóteles, nós somos o que nós repetidamente fazemos. De uma certa maneira, por meio de repetições, as pessoas podem se acostumar a contar histórias que sempre despertem energia em circunstâncias desafiadoras. Elas começam a fazer isso automaticamente. O resultado é que eles se sentem melhor e realizam trabalhos melhores.
CW – O senhor também escreve sobre focar sua mente mesmo em meio todas as interrupções do ambiente de trabalho. Mas ser multi-tarefas não é uma necessidade?
Schwartz – Se você atua em TI, sua energia mental – sua capacidade para dar foco – é crítica. Em um mundo caracterizado por informações em excesso, as pessoas acreditam que só é possível lidar com essa realidade sendo multi-tarefas. O que nós perdemos de vista é o poder do foco – fazer apenas uma coisa de cada vez. A evidência é bastante consistente de que se você troca de uma tarefa para outra secundária – digamos, se você está desenvolvendo um software e pára para responder a um e-mail que chega –, o tempo que leva para completar a tarefa aumenta em uma média de 25%. Isso é chamado de “troca de tempo”.
Agora imagine o impacto quando se trata do e-mail, que muitas pessoas hoje recebem 50, 75 ou 100 vezes por dia. É mesmo surpresa que as tarefas que exigem mais concentração nunca pareçam ser concluídas ou sejam cumpridas apenas no último minuto? Você pode realizar 100 tarefas em um dia, mas se você não está fazendo nenhuma delas realmente bem, quanto isso vale a pena? Fazer uma coisa de cada vez exige intensidade, mas rende grandes dividendos.
Menos horas e mais energia
Sou Analista de Negócios e trabalho no Banco Semear S.A.
No desempenho da minha função existe um grande número de tarefas sendo desenvolvidas simultâneamente e todas com prazos curtos para serem concluídas.
Este novo paradigma apresentado por Tony Schwartz coincide na sua totalidade com o meu "dia-a-dia" de trabalho. São recomendações totalmente pertinentes a minha função. Principalmente quanto a não dar foco em uma tarefa de cada vez.
Este é um problema que, apesar de tentar evitá-lo, sempre acaba acontecendo e compromete consideralvelmente a minha produtividade.
Se os conceitos apresentados forem seguidos, certamente trarão grande benefício tanto para o profissional quanto para a empresa onde trabalha. O mais importante é que a maior parte das recomendações depende do próprio profissional ter a atitude de querer seguí-las e de se auto-gerenciar.
JOSE CARLOS - 23 Out 2007, 13h01
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