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MercadoLivre vai dobrar número de programadores em um ano

As vagas, entretanto, vão para a Argentina, já que a companhia de comércio eletrônico afirma que custos de desenvolvimento no Brasil são muito mais altos.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

23 de novembro de 2007 - 14h17
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A empresa de comércio eletrônico MercadoLivre, que abriu seu capital na bolsa eletrônica Nasdaq em agosto deste ano, pretende dobrar seu número de desenvolvedores e programadores até o início de 2009, para uma equipe de cerca de 250 pessoas. As vagas, entretanto, não envolvem o Brasil, a menos que existam profissionais daqui que queiram se mudar para a Argentina.

Criado naquele país vizinho, o MercadoLivre centraliza nessa nação todo o desenvolvimento de softwares de sua plataforma de e-business. Não há desenvolvimento em nenhum outro lugar porque a companhia utiliza uma única plataforma nos 12 países em que atua.

"O desafio no futuro vai ser encontrar programadores e desenvolvedores para tudo o que a gente planeja", afirmou hoje (23/11) Stelleo Tolda, presidente do MercadoLivre no Brasil.

Ele, no entanto, afirmou que trazer parte dos desenvolvimentos para o Brasil - que responde por cerca de 50% da receita da companhia - "não faz parte dos planos no médio prazo, a menos que as condições de mercado mudem".

Segundo ele, o custo trabalhista brasileiro é muito mais alto que na Argentina. "Não há comparação em termos de custos", disse ele, em encontro com jornalistas.

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Tolda afirmou que já existem alguns brasileiros na equipe de desenvolvedores do MercadoLivre na Argentina - "são minoria", segundo ele - e que essa possibilidade continua a existir para profissionais que queiram trabalhar naquele país.

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