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Carreira

Jovens se desiludem com o mercado de trabalho, diz pesquisa

Funcionários com idade entre 18 e 31 anos de idade têm expectativas que muitos empregadores de TI simplesmente não conseguem atender, mostra o estudo.

Por Network World, EUA

11 de janeiro de 2008 - 15h12
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Os jovens profissionais conhecidos nos Estados Unidos como Millenial – aqueles com idade entre 18 e 31 anos – representam um dos maiores desafios aos gerentes de TI, segundo uma pesquisa realizada pela agência de empregos Atlantic Associates.

O levantamento, que ouviu mais de cem executivos de Massachusetts, revelou que 50% deles consideram os jovens entre 18 e vinte e poucos anos a geração mais difícil de gerenciar. A chamada geração Xers (de profissionais com entre 32 e 42 anos) ficou em segundo lugar, com 17% das respostas.

Jack Harrington, co-fundador e presidente da Atlantic Associates, diz que o problema entre empregadores e a jovem geração de empregados se deve à criação e vida fácil que as crianças nos Estados Unidos têm atualmente. “As empresas estão enfrentando problemas de retenção, e não de contratação”, explica. Por exemplo, muitos dos trabalhadores jovens já chegam querendo um escritório individual e salários acima daqueles iniciais.

“Os Millenials estão chegando com altas expectativas e se desiludem com a realidade do local de trabalho. Eles acham que deveriam ser premiados e começar do alto, quando todos nós sabemos que é preciso construir o caminho. Eles foram criados para serem sempre recompensados e quando chegam ao mercado de trabalho, vêem que as regras são um pouco diferentes”, diz Harrington.

Por outro lado, as idéias dos Millenials influenciam positivamente os ambientes de trabalho. Eles esperam, por exemplo, que seus empregadores tenham responsabilidade social e participem de atividades de filantropia. “E isso é bom”, afirma o especialista.

Se quiserem alcançar um bom equilíbrio profissional, os Millenials precisarão mudar um pouco suas idéias, mas o ambiente de trabalho também mudará o apelo para esses profissionais, bastante procurados hoje em dia.

Os executivos entrevistados dizem que o baixo índice de formandos em TI e as reduzidas taxas de desemprego fazem da tarefa de contratar e reter candidatos qualificados um dos maiores desafios para este ano. Para  23% dos executivos entrevistados, reter os profissionais já existentes é a maior preocupação para 2008, enquanto 22% disseram ter dificuldades para encontrar novos trabalhadores qualificados.

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Muitos dos executivos disseram que os salários desses jovens devem aumentar por conta da alta na demanda. Cerca de 45% dos entrevistados acreditam que os salários crescerão, inclusive, para os profissionais de TI sem certificações. Esta, aliás, é outra preocupação dos empregadores: treinar suas equipes. Cerca de 33% dos ouvidos pela Atlantic têm como prioridade o treinamento de seus profissionais em novas tecnologias. O treinamento está entre as três principais prioridades de 68% dos entrevistados.

Opinião do Leitor [3 comentários]

O mundo da TI não é um mundo fashion

Deixemos a hipocrisia de lado e sejamos claros: a juventude na área de TI tem sudo muito procurada pelas companhias justamente pelo seu preço baixo de contratação, afinal muitas empresas preferem contratar 3 de 1.500,00 (com o risco de ficar com a sobra de 2 ou 1 caso alguns se demitam) do que ter que estimular um profissional experiente de 4.500,00 que pode fazer o serviço, não de apenas os 3 que o substituiria, mas até de 6 com mais qualidade, responsabilidade e comprometimento. Afinal, os profissionas de TI mais experientes aprenderam com o tempo que conhecimento técnico em sua área de atuação é sua obrigação conhecer e não ficar esperando que alguma companhia com atividades fins que não a TI, sejam sua escola. A mentalidade da década de 70 e 80 em que se premiava um profissional que atuou 10, 20 ou 30 anos em uma companhia passou. Carreira não é responsabilidade da empresa em que o profissional trabalha, mas responsabilidade do profissional que resolveu seguir a carreira e, se quiser ser duradouro (já que ninguém é eterno e nem insubstituível), deve ele mesmo andar com suas próprias pernas e investir tempo de atualização em sí mesmo em vez de ficar esperando uma companhia o descobrir como se fosse uma celebridade.
Rodivaldo Macelo - 21 Jan 2008, 19h38

Adaptações tem de acontecer

Todos tem que se adaptar as novas realidades, a empresa e o funcionário, o perfil desta geração citada como (millenials) esta errada por estar mal acostumada e por ter sido criada com tudo a mão, mas muita gente desta geração é qualificado sim, tem conhecimentos profundos e estudam muito mesmo que sem certificações podem até deixar na poeira os mais certificados, na minha opnião eles só cansaram das mesmas politicas de sempre e resolveram cobrar o seu devido valor. Agora para as empresas má noticia se não se adaptarem e passarem a dar algum tipo de atenção a esses profissionais, certamente vão ficar mal taxadas com relação ao rh dela, e nehum profissional vai querer um emprego em uma empresa com o perfil "ANTIGÃO" de pensar.

As empresas que resolverem adotar um conceito mais atento a realidade do que os profissionais procuram, estas vão estar dando asas a imaginação e a produtividade daquele perfil de funcionário, isso vai contribuir para um crescimento em termos de resultados, mas os empresários que pararam no tempo certamente são tapados ao ponto de simplesmente não reconhecerem que um funcionário com suas expectativas realizadas é um funcionário do mês ou quem sabe do ano, e vai sempre trabalhar realmente pensando na empresa e não somente se preocupando em levar dinheiro pra casa no fim.

david.snege
david - 12 Jan 2008, 13h30

Adaptações tem de acontecer

Todos tem que se adaptar as novas realidades, a empresa e o funcionário, o perfil desta geração citada como (millenials) esta errada por estar mal acostumada e por ter sido criada com tudo a mão, mas muita gente desta geração é qualificado sim, tem conhecimentos profundos e estudam muito mesmo que sem certificações podem até deixar na poira os mais certificados, na minha opnião eles só cansaram das mesmas politicas de sempre e resolveram cobrar o seu devido valor. Agora para as empresas má noticia se não se adaptarem e passarem a dar algum tipo de atenção a esses profissionais, certamente vão ficar mal taxadas com relação ao rh dela, e nehum profissional vai querer um emprego em uma empresa com o perfil "ANTIGÃO" de pensar.

As empresas que resolverem adotar um conceito mais atento a realidade do que os profissionais procuram, estas vão estar dando asas a imaginação e a produtividade daquele perfil de funcionário, isso vai contribuir para um crescimento em termos de resultados, mas os empresários que pararam no tempo certamente são tapados ao ponto de simplesmente não reconhecerem que um funcionário com suas expectativas realizadas é um funcionário do mês ou quem sabe do ano, e vai sempre trabalhar realmente pensando na empresa e não somente se preocupando em levar dinheiro pra casa no fim.

david.snege
david - 12 Jan 2008, 13h27
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