Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Carreira

O futuro dos cargos em TI: nem tudo é má notícia

Alguns cargos de TI corporativos clássicos vão desaparecer, mas novos surgirão, diz o visionário Nicholas Carr, neste chat. (Os apelidos dos participantes foram mantidos).

Por Network World, EUA

24 de janeiro de 2008 - 08h00
página 1 de 4

Nicholas Carr, famoso pela declaração de que “TI não importa”, explicou-se aos participantes de um recente chat em tempo real promovido por Networkd World. Carr sustenta que o mercado de trabalho de TI ruma para uma ruptura colossal, mas também há boas notícias. TI está cada vez mais importante para a economia global, o que criará “ricas oportunidades” para quem possui as habilidades de TI certas. Acompanhe.

Moderador-Keith: Nosso convidado de hoje é o visionário da indústria Nicholas Carr, autor de vários livros, entre eles Does IT Matter? (2004) e The Big Switch: Rewiring the World from Edison to Google (2007). Nick, seja bem-vindo e obrigado por estar aqui

Nick Carr: É um prazer estar aqui e estou ansioso (acho) para ser crivado de perguntas.

Bret: Em seu livro Does IT Matter? você defende a premissa de que TI (definida rasteiramente como o encanamento e os caminhos através dos quais os dados passam ou são processados) deixou de proporcionar vantagem competitiva e será uma “commodity” disponibilizada por fornecedores de serviços.

Estamos assistindo ao nascimento disso na minha empresa. Terceirizamos o monitoramento de dispositivos e agora planejamos contratar serviços de instalação e cabeamento de dispositivos para nosso novo data center. Dito isso, dentro de quanto tempo você acredita que utility computing será a norma na indústria?

Nick Carr: Acho que a mudança ocorrerá no decorrer da próxima década ou talvez da outra. A velocidade dependerá de quem você é. Os consumidores já estão a caminho de se apoiar em aplicações web. Empresas menores provavelmente também vão migrar rápido para o modelo utility, que lhes permite fugir dos pesados custos de capital e mão-de-obra de TI interna. As grandes empresas vão demorar mais – elas vão insistir em um modelo híbrido por muitos anos.

JoeB: Quem será o primeiro a adotar este modelo de negócio? Quem enfrentará mais dificuldade?

Nick Carr: No lado do negócio, os primeiros usuários serão as pequenas empresas com requisitos razoavelmente comuns. As grandes empresas que têm regulamentações rígidas para dados e privacidade – o segmento de serviços de saúdo, por exemplo – enfrentarão as barreiras maiores.

Barmijo: Muitas resenhas sobre seu livro discordam da idéia de utility computing. Elas observam que os grandes fornecedores não oferecem nada próximo de sua visão. Você, porém, enfoca operadoras na internet como Google e Amazon. Você acredita que esta mudança tem que começar na internet e, neste caso, por que? 

Nick Carr: Como outras inovações disruptivas, utility computing está começando com empreendedores e clientes menores. Mas grandes fornecedores - Microsoft, SAP, IBM, HP etc. – já estão passando para o modelo utility. Acho que eles vêem a direção em que o vento está soprando.

JeffB: Embora Microsoft, Google e outras grandes empresas do setor estejam montando instalações de data center massivas em áreas específicas, você acredita que também haverá necessidade de server farms distribuídos em áreas populacionais densas das cidades norte-americanas?

Nick Carr: Acho que veremos uma distribuição muito ampla de server farms, e alguns dentro das cidades ou nas cercanias. A Microsoft, por exemplo, está criando seu maior data center utility – e talvez o maior data center já visto – fora de Chicago. Uma das grandes restrições a instalar centros em áreas urbanas é a limitação da capacidade da rede elétrica de lidar com os requisitos de energia.

Tagamichi: Embora faça sentido agregar potência de computação, existe uma grande diferença entre computadores e utensílios elétricos no sentido de que estes são “burros” em muitos aspectos. Um pequeno utensílio elétrico típico, por exemplo, basta plugar, ligar e usar.

Os recursos de computação exigem mais know-how técnico para serem gerenciados e operados. Compare os utensílios elétricos com o uso mais básico de um computador para navegação na web e e-mail. Quando alguma coisa dá errado, o usuário não sabe se é um problema simples como uma conexão de cabo frouxa. Ele ainda precisa de TI para resolver. Como você dá conta destas necessidades na sua visão de futuro? 

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Dilemas éticos em TI: até onde você vai?
> Felicidade profissional é igual a menos horas e mais energia
> 10 dicas para equilibrar vida pessoal e profissional
> Conheça os melhores lugares para férias geek
> Você já passou por um halloween em TI?

Nick Carr: É um bom ponto. Não estou dizendo que as empresas não terão que contratar pessoal de suporte técnico, ou pelo menos seus serviços – apenas que os requisitos provavelmente serão reduzidos ao longo do tempo. Uma tendência que começa a surgir é a virtualização do desktop, que reduzirá os requisitos de manutenção. O que as empresas talvez acabem fazendo, pelo menos para os profissionais do conhecimento, é permitir que comprem suas próprias máquinas e sirvam o “desktop corporativo” virtualmente – como uma janela segura separada na tela. 

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade

SLIDE SHOWS

As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld