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Carreira

O futuro dos cargos em TI: nem tudo é má notícia

Por Network World, EUA

24 de janeiro de 2008 - 08h00
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JeffB: As iniciativas fiber to the curb (FTTC) da Verizon e da AT&T vão prover largura de banda capacitada para a autêntica utility computing – você concorda que velocidade de comunicação é necessária para a verdadeira revolução?

Nick Carr: Sim. É a rede de fibra ótica que possibilita tudo isso. As aplicações vão proliferar à medida que a capacidade da rede, particularmente na última milha, continuar a se expandir. Há 50 anos as pessoas falam sobre utility computing, mas só recentemente obtivemos a rede de transmissão de alta capacidade que a transforma em realidade.

Moderator-Keith: Estamos recebendo muitas perguntas sobre segurança. Como esta mudança afeta as questões de segurança, tanto relacionada a dados (número de cartão de crédito) quanto a privacidade e compliance? Os ataques botnet vão desaparecer algum dia?

Nick Carr: Quanto aos ataques botnet e outros comportamentos maliciosos, provavelmente vão se intensificar ao invés de diminuir. (Os mal-intencionados também querem colher os benefícios do modelo utility.) Portanto, a brincadeira de gato-e-rato não vai acabar. Mas acho que as tecnologias para proteger dados, como criptografia, também vão evoluir rapidamente – e que o sistema utility acabará sendo mais seguro do que o atual esquema de sistemas fragmentados, mas conectados em rede.

Barmijo: Muita gente está focada na primeira parte do “The Big Switch” (e, para ser franco, em “Does IT Matter?”), mas a segunda parte do seu livro soa quase como um alerta para os perigos de compartilhar dados demais. Acho que já podemos ver o começo disso na imposição seletiva pelo Google de sua própria versão da gramática e ortografia inglesas no Adwords e também no modo como o Google apresenta anúncios que vinculam conteúdo em e-mail. Você crê que teremos que controlar quem pode possuir e processar alguns destes colossais armazéns de dados do mesmo modo que costumávamos controlar o número de jornais ou estações de TV que uma empresa podia ter?

Nick Carr: Depende muito de quanto controle e poder acabam sendo consolidados nas mãos de grandes empresas como o Google. Não tenho dúvida de que o Google é sincero ao tentar ser um bom cidadão corporativo, mas, como você aponta, também tem interesses comerciais e até ideológicos no modo como apresenta e filtra informação. E isso sem falar no potencial de utilizar os vastos armazéns de dados pessoais e comportamentais para manipular pessoas ativamente. Meu palpite é que se o Google e outros continuarem a consolidar poder e controle, vão enfrentar regulamentações governamentais, talvez mais pesadamente em outros países, que não vão querer que sua intra-estrutura econômica e cultural seja controlada por grandes empresas norte-americanas.

 

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