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EUA precisam de mais profissionais estrangeiros em TI, diz entidade

Associação de Software sugere que o país libere vistos de residência permanente àqueles que se formarem em universidades locais, bem como a profissionais especializados.

Por Computerworld, EUA

28 de janeiro de 2008 - 15h08
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Com base em dados que indicam o crescimento da indústria de software e TI nos Estados Unidos, a Associação da Indústria de Software e Informação (SIIA) quer que o congresso norte-americano aumente a emissão anual de vistos do tipo H1B, ofereça residência permanente a estudantes estrangeiros que se formem em universidades nos EUA e que dê às empresas acesso ilimitado aos mercados globais.

Na semana passada, a associação divulgou um documento trazendo uma série de estatísticas econômicas visando dar aos responsáveis pela criação de políticas um melhor entendimento sobre a relevância da indústria de software para a economia dos Estados Unidos. Por exemplo, a SIIA disse que os fornecedores de conteúdo digital e fabricantes de software empregaram juntos 2,7 milhões de pessoas em 2006, um aumento de 400 mil empregos sobre 1997. Os números representam um crescimento médio anual de 17%, segundo o grupo.

Ken Wasch, presidente da SIIA, observou que o documento foi publicado em um momento pouco adequado, no qual o mercado de ações está em queda, assim como os índices de interesse de investidores, e no qual o Congresso anda ocupado em tentar amenizar os impactos econômicos sobre os EUA. “Nossa indústria será incapaz de restabelecer o ciclo da economia”, disse Wasch. Se a economia dos EUA entrar em recessão, acrescentou ele, essa indústria também será afetada.

Mas Wasch alega que a indústria de software ultrapassou outros setores econômicos e teve participação da economia do país como um todo nos últimos anos. “Em um momento de baixa na economia, seguramente nossa indústria também não terá boas notícias”, afirma. “No entanto, nossa indústria registrará melhores resultados do que aquelas que vêm perdendo importância econômica para o país.”

Apesar disso, Wasch afirmou que para manter o nível de crescimento desta indústria nos Estados Unidos será preciso uma reforma nas regras de imigração do país. Se não tivermos a capacidade de receber os profissionais talentosos necessários, “estaremos criando a oportunidade para que a indústria desenvolva centros de conhecimento fora do país”, disse ele.

O salário médio anual pago na indústria de software é de 75,4 mil dólares, de acordo com a SIIA, que revelou que a cifra é cerca de 78% mais alta do que a média paga aos profissionais de outros setores privados. Os números citados pela associação são baseados em estatísticas de relatórios do governo e, conseqüentemente, fazem referência a um ou dois anos atrás. Mas o objetivo do relatório da SIIA é dar mais peso às suas iniciativas políticas junto ao Congresso.

Por exemplo, a SIIA está pedindo que as escolas em todos os Estados Unidos invistam em aprimoramentos no ensino de ciências, matemática e tecnologia. Esse é um argumento comum feito pelos grupos da indústria de tecnologia, que também mencionam a falta de profissionais especializados nos EUA e a necessidade de trazer especialistas de fora do país. Para Wasch, o green card para residência fixa deveria ser concedido aos estudantes estrangeiros que se formassem em escolas daquele país.

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Outra política que influencia diretamente os negócios da indústria de software, de acordo com a SIIA, são as barreiras comerciais. Wasch diz que a União Européia e países em outras regiões estão impondo restrições que impedem o fluxo de dados – por exemplo, eles limitam a capacidade das empresas armazenarem dados de clientes estrangeiros em sistemas estabelecidos nos Estados Unidos. A SIIA gostaria de ver alguma padronização dessas restrições, segundo acrescentou Wasch.

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