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Carreira

Você está ultrapassado?

Gerente de TI enfrenta um dos maiores desafios da profissão: manter-se relevante na medida em que tecnologias Web 2.0 se infiltram no mundo corporativo.

Por Computerworld, EUA

08 de fevereiro de 2008 - 08h05
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Vince Kellen tem uma carreira de TI bem-sucedida. Atualmente, é CIO da Universidade DePaul e também palestrante internacional sobre CRM (customer relationship management) e internet. Tem quatro livros publicados sobre tecnologia de banco de dados e planeja concluir um PhD em ciência da computação na DePaul. Mas Kellen tem muito orgulho de outra realização recente: ele atingiu o nível de habilidade 2325 no jogo de tênis para Wii.

Não é só uma questão de se exibir para seus dois filhos, ambos com menos de 12 anos, um deles capaz de derrotá-lo facilmente no beisebol ou boxe para Wii. Kellen também gosta de observar como o software se adapta à medida que o nível de habilidade do jogador melhora, em especial quando se trata do handheld remoto, que é programado para ser sensível a gestos físicos. “Ele galgou um novo patamar de interatividade”, diz Kellen em relação ao sistema Nintendo. “O jogador se torna extremante hábil em manipular a interface.”

Esta capacidade pode não ser aplicável ao ambiente de desenvolvimento corporativo de hoje, mas algum dia talvez seja. E a curiosidade de Kellen sobre o sistema de videogame favorito dos seus filhos é um bom exemplo da mentalidade que os gerentes de TI precisam desenvolver para enfrentar o que alguns consideram o maior desafio da profissão neste momento: manter-se relevante à medida que tecnologias Web 2.0 baseadas em comunidade e voltadas para o consumidor se infiltram nos alicerces do mundo corporativo e ameaçam tornar obsoleto o gerenciamento de TI estilo “controle e comando”.

De acordo com um coro crescente de líderes, consultores e blogueiros, TI precisa assumir um novo papel. Deve continuar com suas tradicionais responsabilidades, tais como governança, segurança e controle de custos e retorno do investimento. Mas também deve afrouxar o controle sobre segmentos da empresa que estão determinados a melhorar a produtividade através da utilização de aplicações de internet rica que podem ser baixadas, redes sociais, ferramentas de colaboração e outras tecnologias Web 2.0.

Anthony Bradley, analista do Gartner, prevê uma “mudança significativa de poder” que TI ignora em seu próprio prejuízo. Com aplicações de internet gratuitas, plataformas web e software social, “é o lado consumidor que está fomentando mais avanços tecnológicos, não TI empresarial”, diz ele.

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Há ainda a questão de como as inovações -- redes sociais, RSS, microblogs, wikis e mashups -- irão traduzir-se em lucros corporativos. Pouca gente, porém, tem dúvida de que elas precisam ser exploradas, e não só por TI. “Os usuários abriram os portões de TI”, afirma Josh Holbrook, gerente de programa do Yankee Group Research.

“TI vai aceitar blogs patrocinados pelas corporações, wikis e redes sociais, mas resta saber se vão decolar na hora certa ou se a tecnologia estará antiquada na hora em que for implementada.”

Opinião do Leitor
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