Carreira
Volta às aulas em 2008: MBA ou mestrado?
No começo de ano muitos profissionais revêem objetivos. Decidir o que estudar pode definir se você vai atingí-los ou não. Veja as dicas para escolher o melhor.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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Apesar de parecer uma decisão complicada, definir o que fazer entre os Master of Business Administration (MBA) ou os mestrados pode ser fácil se suas prioridades de carreira estiverem definidas e se a definição de o que oferece cada um deles estiver clara. Isso pode inclusive fazer com que você fuja de modismos e consiga cursar o que realmente vai beneficiar seu desenvolvimento profissional. No Brasil, por exemplo, muitas pessoas acreditam que os MBAs trazem um peso maior ao currículo do que os cursos de educação continuada ou de especialização.
Entretanto, como nível de formação, todos estes tipos de cursos estão no mesmo nível. De acordo com o professor Gutenberg Silveira, diretor acadêmico do centro de pós-graduação da FIAP, na maioria dos casos as instituições de ensino recebem do Ministério da Educação (MEC) a autorização para funcionar com a caracterização de cursos de especialização, mas preferem ser chamados de MBA porque oferecem melhor impressão aos interessados. “Quem se forma, porém, não recebe outro título que não o de especialista”, revela.
Uma dica para entender as diferenças entre os cursos é observar a denominação que tem: lato sensu ou stricto sensu. Ambos os termos vem do latim. O primeiro significa “amplo” e quer dizer que quem passa pelo curso ganha uma visão horizontal de algum assunto. Eles vão além da graduação, mas fazem uma abordagem abrangente dentro de uma área mais específica.
Ao contrário, o strictu sensu, representa um grau mais avançado na formação, já que garante visão vertical ao aluno e conhecimento profundo de um tema mais específico. Pertencem a essa categoria os mestrados, doutorados e também os pós-doutorados e cursos de livre docência. “A procura maior ainda é pelos MBAs, mas observo que as empresas precisam cada vez mais de pessoas com preparação que vai além do que a especialização propicia”, afirma Silveira, que também atua em uma empresa fornecedora de sistemas de TI.
O que leva o MBA a ser mais popular em procura – e até em reconhecimento em alguns casos – é o conceito popular de que o mestrado é um curso que além de possibilitar uma formação mais profunda, prepara professores para lecionar em nível superior, seja em faculdades ou nas universidades, assim como pesquisadores. É fato que mestrado é uma condição vital para quem quer se tornar professor e não é para quem segue a carreira em empresas. Mas isso não significa que não aprimore e contribua com o desenvolvimento e formação dos profissionais do setor privado.
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Por esta falta de percepção, existem profissionais que fazem dois e até três cursos de MBA – em vez de partir para o mestrado – e assim não se aprofundam ou garantem peso ao currículo. “A percepção de que mestrado é para quem quer seguir a área acadêmica é forte, mas se observarmos as teses apresentadas na USP, percebemos que muitas tratam de casos de empresas reais”, afirma. Assim, o executivo acredita que – assim como já é realidade em países da Ásia, como a Coréia – a quantidade de profissionais com titulação de mestre e doutor vai aumentar nas empresas e, na opinião de Gutenberg, isso vale para tanto para as empresas usuárias de tecnologias quanto para as fornecedoras.
Se depender do diretor de recursos humanos para o Google na América Latina, Deli Matsuo, isso deve acontecer em breve. “No Brasil há uma grande demanda por profissionais com formação em mestrado, muito mais do que MBAs, que são apenas uma pós-graduação”, afirma. O executivo acredita que apenas nos Estados Unidos os MBAs tem peso de mestrado, porque exigem dedicação integral do aluno e não de apenas um período, como no Brasil. “Por isso acho que é melhor fazer mestrado em alguma área técnica no Brasil, até porque existem cursos muito bons por aqui”, avalia. Além disso, Matsuo revela que o tema do mestrado em si não é o mais importante. O que vale é o que o aluno aprende o método e atesta a sua dedicação.
MBA ou Mestrado?
Faço coro às colocações do Prof. Aglibeto Alves Cierco, da FVG, complementando que o Mestrado precisa, também, ser entendido a partir das modalidades nas quais é oferecido, qual sejam as de “Acadêmico” e “Profissional”. O Mestrado Profissional, além de viabilizar a carreira docente no ensino superior, possibilita uma aplicação direta dos conhecimentos adquiridos nas organizações.
Prof.MSc.Eugênio Maria Gomes – Pró-Reitor de Administração da UNEC – Centro Universitário de Caratinga.
Eugênio - 02 Mar 2009, 13h51
MBA ou Mestrado ?
Prezados,
Esta diferença e este enfoque em aplicabiliade no mercado de trabalho é bastante polêmico.
O mestrado é o primeiro grande passo para uma cadeira acadêmica, mas também serve para abrir os horizontes dos alunos, treinando-os para que tenham mais seriedade nas suas pesquisas. Pesquisas mais focadas.
Pesquisas estas, que sendo bem conduzidas podem desembocar no mercado de trabalho. Mesmo que não desemboquem, servirão como um treinamento para que o aluno desenvolva habilidade em treinar pessoas e multiplicar conhecimentos.
Outrossim, a matéria começou bem com a grafia correta ( latO sensU, strictO sensU ) mas terminou errado com latu sensu e strictu sensu.
Abraços,
Agliberto Alves Cierco
Coordenador executivo de cursos de MBA - FGV Management FGV
AGLIBERTO - 25 Fev 2008, 12h48
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