Carreira
Cargos em TI que você nunca imaginou existirem
Por Computerworld
Estes profissionais e as indústrias nas quais atuam têm menos necessidade de programadores de computador e analistas de help desk porque eles mesmos sabem programar ou porque a ajuda de que necessitam está embutida no software que estão usando para realizar seu trabalho.
“A TI deixou de ser uma subespecialidade. TI está integrada a qualquer trabalho que precisa ser executado”, constata Patti Dodgen, vice-presidente da Mosaica Partners, empresa de consultoria em TI especializada em health care. Neste segmento, por exemplo, “existe um empenho enorme em preencher posições com alguém que tenha um pé tanto no mundo médico quanto no mundo tecnológico”, diz Dodgen.
Ninguém sabe exatamente como denominar estas posições, mas, definitivamente, elas abrangem mais do que puras habilidades técnicas. “Se você for só programador, está em terrível desvantagem” para garantir uma destas novas funções, alerta Dodgen. “Porém, se você faz parte de uma equipe de desenvolvimento de aplicativos e trabalhou junto com um parceiro de negócio para ajudá-los a atingir metas, você tem um grande ponto a favor”, diz.
“O departamento de TI está sendo desintermediado, mas de um jeito bom. Está subindo na cadeia alimentar”, afirma Kamud Kalia, CIO da Direct Energy, empresa canadense de serviços integrados de energia de 8 bilhões de dólares. “TI já não precisa fazer grande parte daquilo que costumava fazer. Os problemas foram resolvidos ou a tecnologia foi commoditizada”, argumenta.
“Dez anos atrás, você colocaria pessoas inteligentes no projeto de juntar aplicativos”, continua Kalia. “Hoje, com middleware, isso não é mais necessário. Você ainda deseja ter pessoas inteligentes, mas quer que elas resolvam os problemas de negócio, não os técnicos”, afirma.
Com essa transformação em mente, a CompTIA fez alterações em seu Tech Career Compass, que rastreia os títulos de cargos de TI e as habilidades necessárias para preencher diversos postos de trabalho. “Criamos uma seção inteira sobre habilidades de comunicação, gerenciamento de relações com os clientes e segurança”, revela Gretchen Koch, diretora de desenvolvimento de competências.
Adeus, analistas de sistemas
Outras organizações, como a Animas, empresa Johnson & Johnson, estão eliminando funções e títulos de TI tradicionais, como analistas e administradores de sistemas, à medida que terceirizam data centers ou fecham contratos com fornecedores de software como um serviço.
“O outsourcing, a globalização e a redução do custo da tecnologia WAN estão contribuindo para eliminar a necessidade de ter administradores de sistemas, pessoal de help desk ou desenvolvedores”, justifica Bogdan Butoi, CTO da Animas. “Não queremos desenvolvedores na nossa equipe para todas estas tecnologias. Basicamente, mantemos profissionais experientes em negócio, capazes de atuar como parceiros em cada departamento e de propor soluções”, diz.
“Não sei se, em algum momento, seremos um departamento de TI totalmente distribuído, com recursos em cada departamento da empresa, ou se continuaremos sendo um departamento de TI central”, acrescenta. “Por ora, temos gerentes de relações para cada departamento. Ainda estamos em um departamento de TI, mas temos pessoal de TI dedicado para cada departamento.”
´É TI, por exemplo, que conduz grupos de discussão que miram médicos, pacientes e outras pessoas para desenvolver novos produtos e software para bombas de insulina, medidores de glicose e outros produtos relacionados com diabetes que a Animas desenvolve. Outro indicador de que TI está profundamente arraigada no negócio, segundo Butoi: “TI é avaliada em termos de quantos produtos originais vêm de nós sem ninguém pedir. Estamos sendo medidos em termos de como estamos promovendo a inovação”, revela.
em vez de ‘engenheiro de rede’.”
David McCue, CIO, CSC
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Embora os títulos para estes papéis emergentes ainda tenham que ser padronizados, o foco geral na carreira parece bastante claro: é uma questão de negócio. Virtualmente todos os novos títulos e papéis de TI parecem concebidos para refletir uma tendência única: a ligação inextricável dos profissionais de tecnologia com os produtos e/ou serviços que suas empresas fornecem, e não com equipamento ou tecnologias específicas como Java ou WANs.


