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Carreira

Cargos em TI que você nunca imaginou existirem

Por Computerworld

29 de fevereiro de 2008 - 17h30
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De acordo com Anthony Hill, CIO da Golden Gate University, que terceirizou praticamente todas as suas operações de tecnologia, “a TI está sendo expulsa da atividade de gerenciar tecnologia. TI tradicional girava em torno de data centers, servidores, desenvolvimento de software, implementação de software e manutenção e gerenciamento de tudo isso”, observa Hill. Não é mais assim.

“TI vai focar mais em análise e se envolver mais em tarefas iniciais do ciclo de vida de desenvolvimento de produtos e serviços e menos em entrega de tecnologia. TI vai focar mais em simulação, arquitetura de conteúdo e informação”, diz Hill. Moral da história: “Afastar-se do gerenciamento de tecnologia não tira TI do cenário. Muda o que TI faz.”

Ainda há espaço para os geeks

Sem dúvida, ainda existem muitos títulos e cargos de TI tradicionais para serem exercidos em todos os setores. Praticamente todos os CIOs, analistas, especialistas em empregos de TI e orientadores de carreira entrevistados para este artigo admitem que TI está apenas no início desta tendência.

“O que estamos descrevendo ainda é muito uma aspiração”, classifica Vinnie Mirchandani, fundador da Deal Architect e anteriormente analista da indústria de tecnologia e executivo de terceirização. “Ainda existe um percurso profissional viável e claro para os técnicos”, diz.

“Mesmo para os juniores, quero que tenham um profundo conhecimento técnico
e, depois, os exponho a outras coisas na empresa.”

Kamud Kalia, CIO, Direct Energy


Contanto que a facilidade de uso continue ocupando um lugar alto na lista de prioridades de TI, haverá espaço para o mais técnico dos técnicos, argumentam os CIOs. O motivo: até mesmo a tecnologia mais simples de usar ainda envolve muita complexidade.

“TI está seguindo em duas direções ao mesmo tempo”, aponta Lynn Vogel, CIO do M.D. Anderson Cancer Center. “Estamos prestando mais atenção à experiência do usuário, incluindo design gráfico e facilidade de navegação, mas tudo isso acaba complicando as coisas no back end.”

Como resultado, o M.D. Anderson “continuará a investir em competências técnicas cada vez mais fortes. A tecnologia está ficando mais fácil de usar, mas, para que isso aconteça, precisamos ser muito mais inteligentes em termos de TI”, comenta.

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Na Direct Energy, Kalia ainda tem “preferência por profissionais de TI que possuem formação clássica, mas agilidade mental para assumir outras tarefas”.

Sempre haverá trabalho técnico a ser feito, mesmo se você optar por terceirizar a maior parte de suas operações de TI. “Se você não tiver alguém técnico comandando e gerenciando isso, não terá bons seguidores porque pessoal técnico não respeita pessoal não técnico”, observa Kalia.

“Além disso, você não tem um bom detector de besteiras”, acrescenta. “Por isso, sempre busco não um leve background técnico, mas um profundo background técnico. Mesmo para os juniores, quero que tenham um profundo background técnico e, depois, os exponho a outras coisas na empresa”, conclui.

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