Carreira
5 maneiras fáceis de matar a sua carreira
Conheça as dicas do especialista em carreira Calvin Sun para entender o que não deve ser feito se a sua intenção é crescer profissionalmente.
Por Computerworld, EUA
BANG! Sem aviso, o rifle disparou, abrindo um buraco no chão do carro de um coronel do exército. O rifle pertencia a um jovem tenente que havia sido convidado para caçar com o coronel.
Ninguém se feriu, mas todos que estavam no carro ficaram abalados com o incidente. Pior ainda, ao dar o tiro, o tenente acabou com as chances de receber uma promoção. Essa história foi contada pelo coach de executivos Bruce Sillers, que era do mesmo batalhão na época.
Mas não é preciso disparar com um rifle para acabar com a sua carreira. Há situações mais sutis e mais cotidianas que podem significar suicídio profissional. Veja cinco comportamentos que você deve evitar.
1. Enviar e-mail impróprio
A maioria é lúcida o suficiente para
saber que piadas de mau gosto ou correntes não têm vez na comunicação
corporativa. A maior parte dos funcionários de escritório se complica mesmo é
com respostas impulsivas a e-mail.
Algum dia você já leu um e-mail rápido
demais, disparou uma resposta colérica para todos os lados e depois descobriu
que tinha interpretado mal a mensagem daquele primeiro remetente? Além de
desperdiçar o tempo das pessoas, você acaba envenenando suas relações de
trabalho, talvez para sempre.
Antes de responder a um e-mail que elevou sua pressão sangüínea, aplique o teste útil de perguntar a si mesmo: “Será que eu me sentiria à vontade explicando minha resposta no banco dos réus?” ou “Eu ia querer que minha resposta fosse publicada na primeira página do The New York Times?”
Você sabe qual é o profissional ideal daqui a 5 anos para o Gartner?
Se a resposta for não, esfrie a cabeça.
Salve a mensagem em uma pasta de rascunhos e examine-a depois. Você tem certeza
de que é isso que deseja escrever, sobretudo se estiver insultando diretamente
o destinatário? Será que suas palavras poderão ser interpretadas mais
negativamente do que você pretende?
Por fim, você quer que esta mensagem chegue ao seu chefe – ou ao diretor de RH? A propósito, não se apóie em nenhum recurso “unsend”. Ele vai falhar quando você mais precisar. E tome muito cuidado para não apertar o botão Responder a todos, ou sua conversa supostamente pessoal será a mais nova fofoca do escritório.
2. Humilhar colaboradores
Depois de executar um volume de trabalho
significativo para um determinado cliente, decidi, um dia, tentar ter mais presença junto a este cliente. Telefonei para um executivo de outra área
desta organização, apresentei-me e disse que “Carl” (nome fictício do executivo
de TI com quem eu costumava trabalhar) estava satisfeito com meu trabalho.
Este executivo replicou: “E por que eu deveria ligar para o que Carl pensa?”
Não foi inteligente da parte dele dizer isso, em especial para alguém que é de fora da organização. Se Carl tivesse ouvido esta observação – este tipo de coisa se espalha – um gigantesco abismo seria criado entre ele e seu indiscreto colega. Mais importante, observações como esta afetam a credibilidade da organização.
Veja outro exemplo: digamos que você seja a pessoa a quem o help desk leva os problemas que não consegue resolver. Você descobre, ao conversar com um cliente, que o membro da equipe com quem ele falou deu-lhe informações escassas. Talvez você ache este membro da equipe um idiota, mas não é uma boa idéia dizer isso ao cliente.
Antes de tudo, se seu chefe ficar sabendo
que você fala mal dos seus colegas para os clientes, você poderá ter sérios
problemas. Denny Brown, CIO da concessionária de energia elétrica Arizona
Public Service, é categórico: este tipo de comportamento constitui
insubordinação e, portanto, é “motivo de demissão”.
O ideal é manter uma frente unida ao lidar
com o cliente. Resolva o problema com seu colega nos bastidores.


