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Carreira

5 maneiras fáceis de matar a sua carreira

Por Computerworld, EUA

02 de maio de 2008 - 09h21
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3. Contradizer o chefe em público
Suponha que seu chefe cometa um erro factual ao fazer uma apresentação. Será que você deve corrigi-lo no ato, achando que ele vai agradecê-lo por chamar atenção para o erro na frente de todos?

Hum... não.

Você dificilmente será benquisto se corrigir o chefe em público. O mais provável é que ele fique aborrecido por fazer papel de bobo e talvez até queira saber por que você não detectou o erro antes da apresentação.

Em que circunstâncias você pode contradizer o chefe em público com segurança? Vislumbro apenas duas.

Se o prédio estiver em chamas e o chefe apontar a saída errada para as pessoas, provavelmente você poderá corrigi-lo com poucas conseqüências.

Se o chefe achar que cometeu um, mas não cometeu, você pode falar – quanto mais alto, melhor. Por exemplo, o chefe menciona o fornecedor correto de backup off-site, mas em seguida diz: “Desculpem, me enganei”, você pode dizer: “Não, chefe, você estava certo”.  Não é sempre que você tem uma oportunidade destas, portanto, aproveite.

Do contrário, exercite extrema discrição quando seu chefe errar em público. Se o assunto for realmente importante (o CIO informa a data errada em que a implementação SAP entrará em operação), aborde-o durante o intervalo e mencione o erro discretamente. No reinício da sessão, um CIO inteligente e generoso aponta o erro, desculpa-se e lhe dá o crédito da correção.

Se faltar muito tempo para o intervalo, tente atrair a atenção do chefe com o olhar e falar-lhe em particular. Mas nunca o corrija em voz alta na frente do grupo.

4. Cometer erros sociais grosseiros em um evento da companhia
Comportamento inadequado de funcionários em festas do trabalho é clichê desde os anos 50, mas isso não significa que as pessoas não façam um papelão. Don Michalak, co-autor de Making the Training Process Work e consultor de empresas como Ford, KPMG e Marsh & McLennan Co., enfatiza que estes encontros não são eventos puramente sociais. “Não faça nada que não faria no escritório da sua empresa ou de um cliente.”

Sim, haverá comida na festa. Vá em frente e coma, mas não chame atenção estacionando na mesa do coquetel de camarão. (Certo ou errado, as pessoas vão reparar se você exagerar.) Uma boa idéia é comer alguma coisa antes da festa para não parecer esfomeado ao chegar. Tome cuidado se houver bebidas alcoólicas, você sabe o que pode acontecer se beber demais.

Se levar um convidado, peça-lhe que tome cuidado com as palavras. Você não vai quer que ele diga ao seu chefe: “Você não é tão careca quando falaram”.

A propósito, por mais que você se dê bem com seus colegas, uma festa não é o momento certo para reclamar das horas extras que precisou trabalhar para implementar SAP. Se você chegar a conversar sobre as horas ou o projeto, procure ser positivo: “Foi difícil, mas consegui”.

5. Eliminar possibilidades de retorno ao sair
Muita gente tem a fantasia de criticar o chefe ao deixar a empresa. Pense duas vezes antes de soltar o verbo. Você se lembra da bolha da internet dos anos 90? Muitos profissionais de TI saíram de empresas tradicionais com a idéia de faturar milhões em start-ups de internet, que acabaram fracassando. Quem saiu em bons termos com seu antigo empregador teve mais chance de ser recontratado.

Christian Bass acredita piamente em manter boas relações com empregadores anteriores. Até 2006, Bass era diretor de tecnologias acadêmicas na George Washington University. Depois que se desligou da GWU, trabalhou por dois anos em uma empresa de consultoria. Em 2008, criou sua própria companhia, a Successant. Recentemente, Bass negociou um contrato de consultoria com seu antigo chefe na GWU.

Ao sair da GWU, Bass deixou claro que era por razões positivas, e não negativas. “Quando alguma coisa me aborrecia no trabalho, eu resolvia, não permitia que se transformasse em um motivo para ir embora.” Bass também ressaltou a importância de deixar atrás de si uma boa reputação e um histórico de realizações sólidas.

Portanto, quando se desligar de uma empresa, que seja da maneira mais amistosa possível. Ao fazer o Grande Anúncio da saída, enfatize as vantagens do futuro emprego, nunca as desvantagens do atual. Aponte razões para ser grato por ter trabalhado ali, mas seja sincero, não invente coisas.

Se você aprendeu alguma coisa com seu chefe e seus colegas de trabalho, diga-lhes. Mesmo que você tenha enfrentado dificuldade com alguém, pode dizer, por exemplo: “Obrigado por me ensinar a fazer um benchmark de um ambiente Active Directory”. Sair em bons termos só poderá ajudá-lo se você reencontrar estas pessoas posteriormente.

O suicídio profissional pode acontecer com muita facilidade, de várias maneiras. Felizmente, tomando atitudes sensatas, você pode reduzir as chances de isso acontecer.

Calvin Sun - Computerworld, EUA

Opinião do Leitor
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