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Carreira

A era de ouro da Microsoft acabou?

Por Computerworld, EUA

24 de junho de 2008 - 07h00
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Horwitz destaca que a Microsoft não conseguiu mais apresentar um produto de grande sucesso “em quase uma década”, mesmo investindo 7 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento. A tecnologia de buscas é um grande exemplo, e a frustração da Microsoft nesse setor é clara ao ver o esforço sem sucesso para comprar o Yahoo.

Além disso, os esforços da Microsoft de contra-atacar o Google, a Salesforce e outros rivais online são minimizados pelo próprio sucesso do Windows e do Office. Em vez de apostar em estratégia pura de SaaS, a Microsoft adotou uma estratégia chamada "Software+Serviços" que foi desenhada para proteger os seus produtos existentes.

O contorcionismo da companhia para preservar seus jogadores titulares mostrou como uma grande base instalada de clientes pode ser “uma prisão,” disse Horwitz. O analista prevê que, em menos de dez anos, a Microsoft vai ser forçada a desmontar completamente o Windows e o Office para análise mais cuidadosa - o que potencialmente abre espaço para que os clientes troquem as soluções por rivais.

Problemas internos
Há também problemas internos - como a burocracia e a complacência que uma companhia deste tamanho pode gerar. Enderle, um antigo funcionário da IBM, desenha um paralelo entre as duas companhias. “Os problemas atuais da Microsoft são semelhantes aos da IBM no início dos anos 1990."

Mas isso não significa que a Microsoft está destinada a uma queda livre. No passado, mostrou a habilidade de enfrentar ameaças como o WordPerfect, Lotus, IBM, Novell, Netscape - e até o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“Não acredito que a Microsoft vai fechar em 2015. Mesmo a lenta adoção do Windows Vista tem um lado positivo”, disse Enderle. Ele completou: “Você tem um time de desenvolvimento que tomou um cascudo. Esse time está motivado para fazer algo dramaticamente melhor."

Horwitz ressaltou que o Google já está passando pelas mesmas preocupações de monopólio e ciúmes da indústria que a Microsoft enfrentou.

Como outros fornecedores de TI - como a HP e IBM, assim como a NCR e Xerox - a Microsoft precisa fazer algumas grandes mudanças internas para continuar sobrevivendo no futuro.

Enderle aponta a HP e a EMC como modelos para a Microsoft. A EMC tem uma unidade de qualidade de produto e lealdade dos clientes que se reporta diretamente ao CEO Joe Tucci, enquanto a HP está indo muito bem financeiramente por conta do seu CEO, Mark Hurd, ter "se focado agressivamente em operações”, apontou Enderle. Em contraste, ele afirma que Ballmer é um "super vendedor" que se mostrou relutante de demitir executivos que estavam tendo desempenho abaixo do esperado.

Eric Lai – Computerworld, EUA

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