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Steve Ballmer é o homem certo para dirigir a Microsoft?

A dupla trabalhou junta por 28 anos. Críticos discutem se Ballmer é a pessoa certa para levar a empresa.

Por Computerworld, EUA

26 de junho de 2008 - 07h00
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Colegas de quarto, padrinhos de casamento. A parceria entre Bill Gates e Steve Ballmer só começou a mudar em 2000, quando Ballmer assumiu a posição de CEO no lugar de Gates, que passou a ser o presidente do conselho e o chief software architect.

A segunda mudança vai acontecer no final desse mês, quando o Gates deixar a rotina da Microsoft, apesar de manter a posição de chairman. (Confira especial sobre a Despedida de Gates).

Mas, no momento em que Gates deixar de ser um funcionário em tempo integral, "Eu não vou precisar dele para mais nada. Esse é o princípio," disse Ballmer em entrevista ao The Wall Street Journal. "Usá-lo sim, precisar dele, não."

Ballmer afirmou em palestra que pretende dirigir a Microsoft por mais nove ou 10 anos. Ele estará com 62 anos em 2018 e, se ele ainda estiver à frente da Microsoft, terá mais de 18 anos como CEO – tempo muito maior do que o comum.

Alguns especialistas acreditam que ele será capaz disso.

"Ele ainda tem energia – que eu gostaria de ter – e a visão," disse Tim Bajarin, analista da Creative Strategies.

"Ballmer é um viciado em competição," destacou o jornalista Fredric Alan Maxwell, autor da biografia não-autorizada Bad Boy Ballmer. "Eu vejo Ballmer abandonando o cargo apenas se estiver morto."

Outros, no entanto, têm dúvidas crescentes se Ballmer, sozinho no palco, é a pessoa certa para guiar o gigante de software na era da web era.

"Ele ainda está fazendo o trabalho de vendas e não está se focando no resto," disse o analista do Enderle Group Rob Enderle. Ele disse que o Ballmer foi negligente com as operações da Microsoft e falhou em tomar decisões difíceis, como em demitir executivos que tiveram desempenho ruim.

Já George Colony, CEO da Forrester, vê uma relação entre os escorregões da Microsoft frente rivais como o Google e a Apple desde que Gates deixou de ser CEO da companhia – e insinua que esses tombos podem se acelerar com Gates ainda mais fora.

"Por que a Microsoft não controlou o Google? Por que Steve Jobs voltou de sua tumba para ser adorado uma vez mais? O porquê está em Gates ter dedicado os seus últimos cinco anos para filantropia.”, escreveu Colony em seu blog no dia 16 de junho.

Apesar dos resultados da Microsoft, já que o faturamento e as margens de lucro continuarem como motivo de inveja de outras empresas do setor, Ballmer é criticado pelo preço das ações.

Os papéis tiveram valorização de apenas 7% nos últimos cinco anos. As ações da Apple, em comparação, cresceram mais de 1,500% no mesmo perído, enquanto o Google teve alta de 500% desde o seu IPO em 2004. Mesmo a IBM viu o preço de suas ações crescerem 47% desde 2003.

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