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Carreira

Steve Ballmer é o homem certo para dirigir a Microsoft?

Por Computerworld, EUA

26 de junho de 2008 - 07h00
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Até agora, a Microsoft foi incapaz de duplicar o sucesso dos seus maiores hits - Windows, Office e seus servidores (Exchange e SQL Server) e ferramentas de desenvolvimento (Visual Studio) - nos vários setores em que apostou recentemente: buscas, publicidade online, telefonia celular, videogames, entre outros.

E os grandes hits da Microsoft já começam a mostrar a sua idade, apesar das plásticas. O fato de o Windows Vista ter se tornado um pesadelo em relações públicas também não ajuda, em parte pela resposta passiva à série de anúncios “PC e Mac”.

"Vista não é tão ruim, mas a Apple o fez aparecer assim. A Microsoft não é proprietária da sua própria imagem," disse Enderle.

Mesmo conhecido por seu temperamento explosivo, Ballmer teria atirado uma cadeira contra a parede em 2004 e entrado em estado de fúria contra o CEO do Google Eric Schmidt após ter sido informado que um dos principais desenvolvedores da Microsoft estava indo para o Google.

Ainda assim, Ballmer é acusado de não ter a dureza competitiva de Gates. Em uma reportagem recente, o The Wall Street Journal abriu espaço para executivos da Microsoft dizendo que Ballmer, ao trabalhar para entrar em acordo nos vários processos movidos contra a empresa, está com uma estratégia mais conciliadora do que Gates tinha.

Para Enderle, Ballmer está se mostrando um “Micro-softie”. Diversos dos executivos que se reportam a Ballmer “apenas não estão indo bem," disse Enderle. Ele acrescenta que, enquanto Ballmer continua a pedir para seu time melhorar, um CEO como Mark Hurd da Hewlett-Packard "já teria trocado os jogadores”.

Enderle diz que Ballmer - que já teve quase todos os cargos gerenciais na Microsoft - caiu em uma armadilha comum aos CEOs: permanecer na zona de conforto. “No caso dele está em ser um supervendedor."

Enderle ressalta que, por conta de todas as suas quedas, Ballmer continua como um executivo de primeira linha. "Ballmer é melhor CEO do que [Eric] Schmidt em qualquer circunstância," resumiu Enderle, descrevendo o papel de Schmidt "na maior parte do tempo como uma babá no Google."

Se a Microsoft decidir substituir Ballmer antes de 2018, quem seria o escolhido? Além de Rick Belluzo, que durou menos de um ano como presidente e COO da Microsoft antes de sair em 2002, não há um substituto imediato.

A tríade de presidentes que se reportam diretamente ao Ballmer são os mais prováveis. Jeff Raikes (da divisão Microsoft Business), Kevin Johnson (da divisão de plataformas e serviços) e Robbie Bach (entretenimento e dispositivos).

Correm por fora, Kevin Turner (COO e responsável por vendas), Ray Ozzie (que substitui Gates como chief software architect) e Bob Muglia (vice-presidente da divisão de servidores e ferramentas).

Eric Lai – Computerworld, EUA

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