Carreira
Futuro de TI no Brasil está em xeque por falta de profissionais
Ritmo de formação de profissionais nas universidades não é suficiente. Procura por cursos de TI caiu 30% nos últimos cinco anos.
Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD
Os profissionais de TI não podem reclamar de falta de emprego. O crescimento do setor, acima da média de outros países e bem acima do crescimento da economia brasileira, está gerando uma enorme quantidade de vagas.
Dados da consultoria IDC mostram que, de 2006 até 2009, serão gerados na América Latina pelo menos 630 mil empregos em tecnologia, metade delas no Brasil (47%). Apenas para desenvolvimento de software, o País tem 15 mil vagas abertas sem profissionais disponíveis.
Mesmo com a criação, desde 2000, de dezenas de cursos de tecnologia,
o ritmo de crescimento
não é suficiente para atender a demanda das empresas. Além disso, a qualidade da educação superior não garante que os formados estejam aptos a entrar no mercado de trabalho.
Recentemente, o fechamento de uma das mais antigas faculdades de tecnologia de São Paulo, a FASP, por falta de recursos, gerou ainda mais apreensão.
Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, empresa especializada em Recursos Humanos, chama atenção para a queda no interesse por cursos de tecnologia nas faculdades. “Nos últimos cinco anos, a procura caiu 30%”, relata.
O acesso mais fácil à tecnologia, para Basaglia, é um dos responsáveis por esse desinteresse. “O jovem hoje consegue, muito mais facilmente, avaliar se deseja ou não trabalhar com tecnologia”, afirma o gerente. Além disso, por conta da necessidade de alinhamento das áreas de TI com as de negócios, atualmente é possivel trabalhar com TI mesmo tendo cursado outros cursos, como administração.
Candidatos crescem, mas formados caem
Números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), referentes a 2005 e 2006, mostram uma certa estabilidade na oferta de cursos de Ciência da Computação e na formação de profissionais. No período mencionado, as vagas oferecidas cresceram de 88,4 mil para 97,7 mil. Os candidatos inscritos nos processos de seleção foram de 149,2 mil para 154,3 mil.
Ao todo, 42,6 mil alunos ingressaram nas instituições de ensino em 2005. No ano seguinte, 44,9 mil foram aceitos. Apesar disso, apenas 15,6 mil alunos em 2005 e 16,9 mil em 2006 concluiram a faculdade.
Alexandra Reis, gerente de pesquisas da IDC, ressalta que mesmo com a queda no interesse por TI, o mercado não vai sofrer com falta de profissionais. “De uma forma ou de outra o mercado se ajusta”, aposta.
O maior problema, para Alexandra, está nos níveis hierárquicos mais altos. Como a oferta de emprego é grande, é mais interessante para um jovem apostar em um curso técnico do que investir quatro anos do seu tempo em uma formação superior.
Assim, se os cursos rápidos forem suficiente para suprir a demanda imediata, a falta de pessoas com nível superior pode gerar problemas para encontrar novos líderes. “Um gestor precisa pensar do ponto de vista de negócios, não basta conhecimento técnico. A falta de profissionais com cursos superiores pode gerar dificuldades para preencher esse tipo de vaga”, explica Alexandra.
Para o coordenador da área de MBA em tecnologia da PUC de São Paulo, Alexandre Campos Silva, uma diminuição no interesse é normal após o estouro da bolha. “É natural que, após o estouro da bolha da Internet, o interesse tenha diminuído”, diz.
Ou seja, defende o especialista, assim como as empresas de tecnologia sofreram para recuperar a credibilidade entre os investidores e o mercado, ainda vai demorar algum tempo para que o interesse dos jovens por faculdade em TI volte a crescer.
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Xeque mate para o Brasil!
Vejam o caso da India, o país se tornou um dos pilares de TI em poucos anos, graças a investimentos principalmente das próprias empresas que lá se instalaram. O Governo faz pouco, mas o suficiente (impostos) para as empresas de TI, investirem em mão-de-obra, infraestrutura e se tornarem competitivas. No Brasil o governo pouco faz para incentivar o setor, as empresas também, buscam profissionais no mercado sabendo que não os encontrará com as qualificações que procuram, logo poderiam criar oportunidades para qualificarem profissionais em suas ferramentas e os tornarem qualificados, fazendo assim um ciclo de formação que alimentaria todo o setor de TI, uma espécie de consórcio de formação e qualificação. Empresas são concorrentes é lógico, mas buscam o mesmo tipo de mão-de-obra, então por que não se juntam e investem na formação dessa mão-de-obra escassa.
Douglas - 03 Fev 2009, 10h00
Solução prática
As empresas devem investir em parcerias com as faculdades , oferecer treinamentos , aproveitar os melhores alunos , incentivar a área
Eu tenho pena de quem estuda TI hoje em qualquer faculdade , seja ela pública ou privada e acha que somente com esse conhecimento vai chegar em algum lugar
Para quem ler isso , que fique claro , não tem mais vaga para quem so tem faculdade ,nem para estagiário nem para trainee serve , abandonem a faculdade e troquem de área se não puderem bancar cursos e cursos de especializaçao que custam mais do que voce vai ganhar , se você não é rico então esqueça
Corram porque está uma vergonha ,as empresas pagam matérias nas midias para dizer que sobra vaga , mas é mentira ,façam engenharia , isso sim sobra vaga e paga bem e so precisa ter a faculdade que várias empresas vão querer te contratar e existe um sindicato forte que não deixam as empresas pagarem menos do que vale esses profissionais
Vagas em sites como Catho ? vejam que existem zilhoes de vagas , a média é de 300 curriculos para cada empresa para 1 contrataçao , ai eu te pergunto colega , onde estão as vagas sobrando
CORRAM DE INFORMÁTICA !!!
cristiano - 13 Out 2008, 18h36
Mentiras e mais enganos
Vaga sobrando para qualificados ?
Sim tem
O nivel de exigência é alto e as vezes não vale a penao salário
R$ 800,00 bom salário assim so se for como tecnico de empresa pequena ou suporte nivel 1 , em ambas a qualificação é muito pequena e tem mão de obra sobrando
Para ganhar de R$ 5.000,00 pra cima em CLT sem ser programador senior , bom você precisa gastar horrores em cursos que custam de 6.000,00 á 36.000,00 , não é mole não , para quem esta começando é quase impossível se não tiver apoio financeiro de uma empresa
O que as empresas querem é moleza , querem pagar merrecas de 2 mil , 3 mil para cara que tem várias especializações caras , quando digo caro são cursos de 8.000 para cima
Agora uma coisa é certa se você nao tiver folego e atitude empreendedora para investir sem parar em si mesmo , bem procure outra área porque 1.000,00 ganha qualquer estagiário de TI
E na verdade é uma carreira cansativa mesmo , eu amo TI , mas se pudesse voltar atras teria escolhido engenharia porque engenheiro tem entidade de classe e TI não tem proteçao nenhuma
cristiano - 13 Out 2008, 18h19
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