Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Carreira

Faculdades de TI diminuem dificuldade com medo de perder alunos

Leitores discutem o problema da falta de interesse em cursos de tecnologia e culpam universidades pela situação ruim.

Por Redação COMPUTERWORLD

11 de julho de 2008 - 17h01
página 1 de 1
  • Share

A reportagem que coloca o futuro de TI no Brasil em xeque por falta de interesse nas carreiras técnicas gerou discussão como nunca antes no COMPUTERWORLD. A alegação das empresas de que os estudantes não estão prontos para o mercado de trabalho fomentou os debates.

A grande razão desse problema, segundo inúmeros leitores, são as universidades. Preocupadas com o êxodo de alunos (e com o maior interesse que outras carreiras mais tradicionais despertam), essas faculdades abrem mão da excelência para garantir que as carteiras permaneçam ocupadas.

O estudante universitário Marco Floriano, do curso de Ciências da Computação, conta que testemunhou a desistência de muitos alunos do curso por considerarem as matérias – principalmente as relacionadas à matemática – difíceis. “Para reter os alunos, a medida das faculdades foi diminuir a dificuldade mesmo. Assim, não há como os profissionais chegarem preparados ao mercado”, revela.

O leitor de Porto Alegre João Batista Brogni, que trabalha com suporte de redes há 12 anos, acredita que falta atualização de muitos professores da rede de ensino. “Existem inúmeros professores nas universidades que não acompanharam a evolução tecnológica e, parece, não fazem questão de se atualizarem”, criticou.

Ele afirma que os professores, experientes ou novos, possuem apenas experiência acadêmica, com pouca atuação no mercado profissional. Sem conhecer qual é a realidade do mercado, argumenta Brogni, fica difícil preparar os estudantes para atuar nas empresas. “Os professores deveriam ter certificações nas tecnologias que lecionam e um tempo mínimo de experiência profissional no mercado de trabalho”, diz.

Problema na formação básica

A professora de graduação de TI, Maria Vanderlea, defende os acadêmicos. Ela aponta que o problema está nos alunos e vem antes da faculdade. “Como os alunos chegam despreparados ao ensino superior, o problema só piora quando partem para o mercado”, diz.

A professora completa: “Em disciplinas como matemática e programação, as dificuldades são visíveis e enormes”. Maria Vanderlea acredita que a sociedade não apoiar a educação básica em todas as disciplinas, “só assim é possível se reverter o cenário que se apresenta na área de TI”.

Continue o debate na CW Connect, rede social do COMPUTERWORLD para profissionais de tecnologia e telecomunicações - um grupo interessante com 200 participantes sobre Carreira.

Agora no Twitter

Publicidade

Opinião do Leitor [10 comentários]

Concordo plenamente

Concordo plenamente! com o comentário do Fernando Antonio, estou na mesma situação e também estou insatisfeito com a qualidade, didática e a experiência prática dos docentes (que muitas vezes, sabem menos que o aluno) forçando a adotar produtos e fabricantes que não são amplamente utilizados no mercado.
Vilmar - 16 Jul 2008, 17h31

Comércio de Diploma

Discordo do Professor Robson quando atribui o problema escrevendo que “está mais para o aluno do que para as instituições ou começa no ensino médio”. O problema está para o sistema educacional como um todo, a começar pelo 1º grau.
O estudante Marco Floriano aponta uma questão importante, quando as instituições eliminam praticamente o ensino de ciências exatas, como forma de reter os alunos.
A verdade é que a maior parte das instituições de ensino superior privadas (há exceções) são hoje casas de negócios, basta dizer que há entidades como S.A., cotadas em bolsa. Pergunto: será que estão preocupados com o a qualidade do ensino, a formação do aluno ou como o rendimento dos acionistas?
O prof. Robson tem razão tem razão quando escreve “o aluno mal sabe as operações básicas de matemática” é verdade! Há estudantes que não sabem somar frações de mesmo denominador e é magnânimo quando escreve que “algumas instituições também estão dissociadas do que o mercado de trabalho realmente deseja”. Eu diria muitas! Estão interessadas na venda do diploma, pouco se importando com o futuro do estudante, da sociedade e do país.
O problema não é só na área de TI, também em muitos outros cursos de formação universitária.

User unknown - 14 Jul 2008, 20h45

Questão complexa

Sou professor universitário há sete anos e atuo em TI desde 1985. Na minha opinião há vários aspectos envolvidos e trata-se de uma questão complexa.

Como o espaço não é suficiente para minha opinião resolvi publicá-la num blog que mantenho. Caso queira ler e comentar, segue o link:

http://omsemossie.blogspot.com/2008/07/faculdades-de-ti-diminuem-dificuldade.html
Alan - 14 Jul 2008, 14h05
Publicidade
Publicidade

SLIDE SHOWS

As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld