Carreira
As melhores são as mais inovadoras
Brasil prova ser um celeiro de talentos e de bons lugares para trabalhar em TI e telecomunicações.
Por Equipe COMPUTERWORLD
A terceira edição do prêmio Melhores Empresas para Trabalhar – TI e Telecom 2008, realizado em parceria com o Instituto Great Place to Work, sela uma nova era. Desde que foi criado, há três anos, a quantidade de empresas que participam do processo aumentou. Em 2006, quando foi inaugurada a parceria, pioneira no mundo, premiamos as 30 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. Na ocasião não tínhamos idéia de que a iniciativa seria o sucesso que tem sido.
Melhores:
Vencedoras das Melhores Empresas para Trabalhar
No ano passado, premiamos as 40 melhores. Nada mais justo, afinal de contas o Brasil é responsável por mais da metade dos negócios do setor na América Latina. Em 2008, conseguimos atingir o nosso objetivo, que era premiar as 50 melhores do setor, com mais de 120 empresas inscritas. Na prática, isto significa que, de acordo com os rígidos critérios de avaliação do Great Place to Work Institute, há 50 empresas capazes de melhorar consideravelmente a qualidade de vida de seus funcionários no Brasil.
Na Sydle, que arrematou a Dimensão Camaradagem este ano, há funcionários preocupados com o excesso de trabalho de colegas de outras áreas. O que eles fazem? Procuram o presidente e fundador da companhia, Daniel Cataldo, e oferecem ajuda, da forma que precisarem.
A Kaizen tem práticas que hoje são indispensáveis a qualquer empresa – preocupação com desenvolvimento social e com a comunidade. A companhia ajuda a mais de 200 crianças, de diversas formas. Talvez o que diferencie a Kaizen de outras empresas é o fato de que ela nasceu, primeiramente, para ser um lugar bom de trabalhar.
Esta é sua missão inicial, como explica Alexandre Neves, seu presidente: “Queria trabalhar em um lugar onde as pessoas fossem contentes e, a partir daí, fundei a empresa”. Nada mal, para quem não tem um departamento de recursos humanos, mas sim um “diretor de gestão de talentos”. E bom ambiente dá resultado, ninguém tem dúvida disto: a Kaizen prevê fechar o ano com crescimento recorde de 25% em seu faturamento.
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Salas diferentes, escorregadores – sim, aqueles de parque de diversões – na matriz, mesa de sinuca no escritório em São Paulo. Esta é a imagem que as pessoas têm do Google, que pela primeira vez vence uma dimensão no prêmio: Respeito. Um dos pontos que levam a empresa a ter o respeito de seus funcionários é o modelo de negócios e seus produtos, sem dúvida inovadores e revolucionários. Fora isto, boas práticas de RH muito mais profundas do que gôndolas de balas e chicletes à vontade para seus funcionários.
A multinacional paga, por exemplo, cursos a seus funcionários e não os obriga a permanecer na companhia “em troca” do investimento feito. De acordo com Deli Matsuo, o homem de recursos humanos da companhia na América Latina, não há diferenciação hierárquica para plano de saúde, o que é uma prova de respeito. A companhia estimula e ajuda seus profissionais que queiram mudar de função, cidade, ou país. Na prática, o que o Google faz é ter uma política de retenção de talentos de longo prazo, com foco na satisfação atual do profissional. Muito semelhante ao que fazia a Microsoft na década de 80.
A empresa de Bill Gates, que hoje está assistindo ao afastamento de seu criador, transformou-se de uns tempos para cá. A subsidiária brasileira, então, nem se fala. No entanto, por conta de novas práticas criadas pelo departamento de RH da empresa, a Microsoft este ano faturou um prêmio especial, a Dimensão Mulheres.
Vanessa Proença, que veio da Xerox e há oito meses ocupa o cargo de gerente de RH da corporação, trouxe o conceito de valorização da diferença. Elisa Furusho, diretora de recursos humanos da empresa, teve a mesma idéia. Conclusão: em pouquíssimo tempo, as duas conseguiram mudar a percepção das funcionárias. Exemplo claro desta prática é a possibilidade de as funcionárias da Microsoft trabalharem meio expediente durante os dois meses subseqüentes ao retorno da licença-maternidade.
A vencedora do ano foi a Chemtech, que também arrematou a Dimensão Orgulho. A empresa, com sede no Rio de Janeiro, conta com colaboradores que dizem não sair de lá nem pelo dobro do salário. Fantasia? Não. Há benefícios que são intangíveis. O diretor geral da companhia, Luiz Eduardo Rubião, investe na auto-estima de sua equipe, mostrando que eles realmente fazem um trabalho importante. Os ganhos são compartilhados e o tratamento e desenvolvimento pessoais são pontos que contam para o bom ambiente da empresa.
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