Carreira
Cada um no seu ritmo
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
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Aos cinco meses de gravidez, a executiva foi convidada para cobrir o período sabático do então diretor de marketing e negócios, Luiz Marcelo Marrey Moncau. O executivo voltou às suas funções cinco semanas antes de Paula dar à luz. Mas isso não significou qualquer pressão durante a licença-maternidade da executiva. “Nos cinco meses que fiquei em casa após o nascimento da minha filha, não interagi com a empresa em nenhum momento e ninguém me ligava”, relata.
Para equilibrar a jornada mãe-mulher-executiva, Paula aproveita a flexibilidade de horário oferecida pela Microsoft para adequar a jornada de trabalho à agenda de compromissos pessoais. A rotina do pós-parto foi mantida nos fins de semana, quando o tempo é totalmente dedicado à família. Nada de checar e-mails e levar trabalho para casa. E se Paula viaja a trabalho e fica alguns dias fora de casa, por exemplo, procura compensar, emendando um feriado.
No ritmo certo
Mas como equilibrar vida pessoal e profissional não é um desafio exclusivo para mulheres, a Microsoft mantém um programa chamado Ritmo, coordenado pelo RH, mas realizado, voluntariamente, por funcionários. Eles propõem atividades e a companhia subsidia parte do custo, em geral 50%, dos projetos escolhidos. A iniciativa oferece atividades divididas em três pilares: saúde, trabalho e lazer. Curso de vinhos, ingressos gratuitos para cinema e palestra sobre TV digital são algumas das ações já promovidas pelo programa.
Para garantir que a empresa funcione no mesmo ritmo, o RH utiliza os próprios funcionários como ferramenta para buscar novos profissionais no mercado, quando não é possível aproveitar quem já está na companhia. Na intranet da área de recursos humanos é possível acessar um programa de candidatura interna, por meio do qual os colaboradores podem fazer indicações de pessoas com o perfil ideal para trabalhar na Microsoft.
Se a contratação sugerida acontecer, quem indicou é premiado com um cartão multicash no valor de 1 mil reais, para usar em uma rede de lojas, como CompreBem, Extra ou Pão de Açúcar. “Essa iniciativa dá um senso de propriedade do processo aos funcionários, que são nossos maiores headhunters”, comenta Elisa.
Paula entrou na companhia há cinco anos, graças à indicação de uma amiga, que continua na empresa. “Foi um gol dos dois lados. Eu tive uma boa sinergia na empresa e a companhia se encaixa nos meus valores”, comemora.
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