Carreira
Foco nas pessoas, ambiente saudável garantido
Mudança de prioridades na Sydle deu foco ao departamento de RH. Três anos depois, a empresa comemora a força do trabalho em equipe.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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Na mineira Sydle não existem salas para os diretores. Um dia, à vontade com a facilidade que tem de conversar com os gestores, justamente pela falta de barreiras físicas, um funcionário chamou o presidente e fundador da companhia, Daniel Cataldo, para uma conversa particular.
Naquela hora, o executivo pensou em um problema particular ou até com algum chefe ou colega. Enganou-se. O empregado estava preocupado por ver os profissionais de outra área – envolvidos com um projeto crítico e com curto prazo de entrega – trabalhando demais e queria conselhos sobre como ajudar aos colegas.
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A solidariedade já não surpreende e hoje faz parte da rotina na companhia. Mas nem sempre foi assim. A empresa, criada em 1998 em uma incubadora do Estado, durante os primeiros anos de existência tinha sua imagem bastante vinculada a dois ou três funcionários.
A figura de profissionais “heróis” – que faziam muita hora extra – era valorizada e o número de pessoas não era adequado ao porte da companhia. O cenário mudou quando, em 2005, a corporação partiu para uma mudança no foco, pois precisava de alternativas para sair da estagnação.
As áreas que passaram a ser consideradas prioritárias foram a de qualidade em desenvolvimento de sistemas e a de recursos humanos. Na renovação, até o nome mudou. Surgiu a Sydle, que além de ter registrado crescimento de 400% no ano seguinte e 86% em 2007, passou a ter políticas de trabalho e benefícios, incentivo às pessoas, equipe unida e um bom ambiente de trabalho.
Estas mudanças a levaram ao prêmio das Melhores Empresas para Trabalhar – TI e Telecom 2008, na dimensão Camaradagem. Um fruto das medidas de três anos atrás, quando a empresa acreditou que, para crescer, precisava mudar o modelo antigo, de um profissional de recursos humanos trabalhando sozinho, quase como terceirizado, com muitos profissionais se sacrificando e dependência demais dos negócios nas mãos de poucas pessoas. “Passamos a elaborar planejamento de carreira, incentivos para projetos, treinamentos e acabamos com o ambiente setorizado para valorizar esse espaço único”, explica Cataldo.
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