Carreira
Foco nas pessoas, ambiente saudável garantido
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A estruturação da empresa pode servir de exemplo para outras corporações. Diferentemente de outras organizações que marcam presença no prêmio das Melhores Empresas para se Trabalhar desde a primeira edição realizada pelo COMPUTERWORLD, a Sydle não tem líderes com personalidades tão carismáticas que espalham o clima saudável pela corporação. “O papel dos líderes aqui na Sydle é mais de consultores técnicos. O que garante o ambiente de trabalho agradável são as próprias pessoas, com o apoio da área de RH”, avalia Cataldo.
Inclusive, um dos objetivos impostos durante a reestruturação foi fazer a Sydle ser mais lembrada como empresa e não ter sua imagem tão vinculada a pessoas. Isto porque antes das mudanças de 2005, “o mercado tinha a impressão que se saíssem dois ou três funcionários daqui, a empresa já era”, conta.
Os funcionários hoje sentem que podem contar uns com os outros. A revisora Danielle Silva Salomão diz que muitas vezes sofria para fazer uma tarefa aparentemente simples: a de sortear passeios para grupos de empregados da empresa – uma das práticas criadas para integrar as pessoas. Um dia, ouviu de um colega, profissional de TI: “eu posso fazer um sistema que facilite isso e que cumpra as regras que você precisa”. “Isso não era uma responsabilidade dele, seu salário não é para isso, mas ele se ofereceu mesmo assim e foi ótimo”, diz.
Práticas de integração
Os passeios sorteados por Danielle são parte das estratégias da Sydle para integrar os funcionários. Pode ser desde ingresso ao cinema, até um jantar. Entretanto, as atividades entre os 90 integrantes da empresa podem incluir também corridas de kart, paintball, futebol, jogos (tipo RPG) e até festa junina. Algumas festas são restritas aos funcionários, enquanto outras são liberadas para os familiares. “Geralmente liberamos para as famílias, porque o vínculo que se cria quando os acompanhantes estão junto é maior e o entrosamento fica mais fácil”, acredita Cataldo.
Entre as prioridades está o foco em comunicação. Quando acontece algum incidente, a preocupação é explicar para que não aconteçam mal entendidos e não fiquem dúvidas. A regra é resolver tudo imediatamente, para que os problemas não atrapalhem o rendimento dos profissionais. Aparentemente funciona. O desejo de deixar os funcionários à vontade para trabalhar – ou estudar – resulta em liberdade de horário.
Cataldo conta que quem está cursando graduação pode ter seu horário adaptado e, em alguns casos, pode até diminuir a carga horária. Além disso, os profissionais que mostram seu valor podem ser liberados durante alguns meses para morar fora do país. “Já aconteceu com cerca de seis pessoas – eles programam um tempo de estudo fora do país e nós garantimos a eles o emprego quando voltarem”, afirma o presidente.
Os novos funcionários também têm tratamento especial. Quem chega ganha um cartaz no computador indicando que é um novato, um almoço com três pessoas selecionadas pelo RH para recepcioná-lo e também uma apresentação individual a cada um dos profissionais “antigos”. Talvez seja por isso que, na empresa que até o ano passado registrava em seu quadro apenas 60 funcionários, existam hoje quatro casais “oficiais”. Segundo Cataldo, é muito comum alguém que trabalha na Sydle indicar a(o) namorada(o) ou esposa/marido.
“Eu acredito que se alguém sugere a pessoa que ama para vir para a empresa em que está, é porque considera o ambiente legal”, brinca.
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