Carreira
CW Connect: Carreira em empresa grande ou pequena, eis a questão
Participantes da CW Connect, especialistas em RH e profissionais que já passaram pela experiência comentam prós e contras de trabalhar em grandes e pequenas companhias.
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
Trabalhar em grandes empresas é melhor do que trabalhar em pequenas corporações? Depende.
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Nos dois casos, há prós e contras, mas saber quais são os pontos positivos e os negativos de cada uma das opções ajuda você a traçar um panorama do que quer para a sua carreira.
José Augusto Chaves Rangel, participante da CWConnect, passou pelas duas experiências. Primeiro, trabalhou em empresas pequenas – bem pequenas. Uma tinha oito funcionários e a outra contava com aproximadamente 20 colaboradores. Na menor, Rangel permaneceu por oito meses, como analista e programador DBA. Na outra, ficou por dois anos, exercendo diversas funções, de analista a gerente de equipe e instrutor de tecnologia.
Ele também trabalhou por um ano e oito meses na CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) - atual ArcelorMittal Tubarão, da ArcelorMittal Brasil -, antes de decidir abrir sua própria empresa de desenvolvimento de software e serviços, em Vitória, no Espírito Santo. “Na CST, fiquei de um mês e meio a dois fazendo treinamentos, para me adequar ao que a empresa queria de mim”, lembra.
Rangel destaca que as grandes corporações oferecem benefícios para o profissional que, comumente, não são vistos nas pequenas, como intenso programa de treinamento e salários maiores. Por outro lado, em uma grande empresa, o profissional perde um pouco de autonomia, já que a tomada de decisão passa por uma série de níveis hierárquicos.
Menores são mais ágeis
Na opinião de outro participante da CW Connect, Daniel Checchia, um ponto importante a ser ressaltado em favor das pequenas é que nelas a aprovação de investimentos costuma ser mais rápida do que em grandes corporações.
Para o atual gerente de TI da Predicta, especializada em marketing online, nas grandes companhias, o gestor de tecnologia tem mais possibilidades para distribuir tarefas na equipe, que costuma contar com um número maior de funcionários do que as das pequenas.
Atualmente em uma companhia com 90 funcionários, Checchia já atuou no BicBanco e na B2W, que resultou da fusão de Submarino e Americanas.com, com 2.800 estações de trabalho. “Trouxe uma bagagem muito grande, tanto em termos de projetos quanto de processos. Tenho a chance de implementar na pequena empresa processos e gestão que aprendi nas grandes”, diz.


