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Carreira

As 5 formas perfeitas para perder seus melhores funcionários

Por Computerworld, EUA

12 de setembro de 2008 - 08h38
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Erro No. 4: Não ouvir os funcionários.
Ben Berry, analista sênior de sistemas em uma equipe que desenvolve aplicações clínicas e de negócio em um hospital, trabalhou junto com um médico para determinar os requisitos de negócio de toda a instituição.
Embora os dois tenham compartilhado a responsabilidade pela tarefa, Berry recorda que o médico não quis ouvir as idéias de mais ninguém. “Ele não quis sugestões da equipe. Tentava comandar todas as decisões. Isso minava a equipe e eu, pessoalmente, me sentia subutilizado”, admite Berry, que agora é CIO do Departamento de Transporte do Oregon.
Berry abordou a situação diretamente com seu supervisor e o médico, mas nada mudou e ele saiu para ocupar um cargo melhor em outra empresa.

Atitude inteligente: Use todo o talento que o cerca. “Contratamos pessoas que julgamos capazes de executar o trabalho”, diz Berry. “Se não permitirmos que elas empreguem todas as ferramentas que possuem ou se tentarmos forçá-las a fazerem do modo como sempre fizemos, prestaremos um desserviço ao indivíduo, à equipe e à organização.”
Políticas de portas abertas e consenso possibilitam que todos os membros da equipe contribuam e expressem suas opiniões, ensina Berry.

Erro No. 5: Mudar o ambiente de trabalho sem levar em conta o impacto sobre os funcionários.
Quando uma empresa de varejo nacional terceirizou suas operações de TI e a maior parte dos seus analistas de negócio, descobriu como costumam reagir os profissionais talentosos deixados para trás: eles fogem.

Bob Rouse, professor de ciência da computação e executivo de planejamento de TI da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, conhece essa história. O outsourcing reduziu a organização drasticamente, de cerca de 2,5 mil para mil funcionários de TI. Os restantes enfrentaram um volume de trabalho maior e mais diversificado. Além disso, grande parte dos melhores funcionários tinha ido para o outsourcer. E, visto que os ótimos funcionários sobreviventes tiveram que trabalhar com uma equipe interna mais fraca, ficaram ainda mais sobrecarregados.
Como resultado, em um ano a organização perdeu 10% do seu pessoal de alto nível. “Eram pessoas muito comercializáveis, mas que nunca pensariam em sair se não fosse o outsourcing”, diz Rouse.

Atitude inteligente: Mantenha as pessoas na equação do negócio. As empresas, com freqüência, enfocam objetivos do negócio e metas financeiras quando fazem mudanças táticas, esquecendo-se de que “há seres humanos envolvidos”, salienta Bob Eubank, diretor executivo da Northeast Human Resources Association.
Para evitar o êxodo de profissionais com alto desempenho após uma mudança, Eubank aconselha executivos e gerentes a informar seus funcionários sobre eventos iminentes o mais cedo possível. Os gerentes devem ficar particularmente atentos aos seus melhores trabalhadores, permitindo que eles conheçam as oportunidades pós-mudança. Quando vislumbram oportunidades, as pessoas, muitas vezes, mostram-se dispostas a se sacrificar, acrescenta Eubank.

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