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Carreira

AmBev: gestão da área de TI é motivo de orgulho

Com gestão baseada na meritocracia, AmBev conquista dimensão “Orgulho” do prêmio Melhores Áreas de TI para Trabalhar.

Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

06 de outubro de 2008 - 18h33
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Criar um ambiente que seja motivo de orgulho para os funcionários é o objetivo de muitas empresas. E trabalhar em corporações das quais se orgulhem fazer parte é a meta de muitos profissionais. Sergio Vezza, diretor de TI da AmBev há um ano, atingiu os dois objetivos.

À frente da área de TI vencedora da dimensão “Orgulho” do prêmio “Melhores áreas de TI para trabalhar”, Vezza começou na Brahma há 13 anos, como especialista de tecnologia.

“Entrei sem muita paixão pela TI, minha paixão era mais fazer negócio”, confessa. A vontade do executivo se concretizou dois anos depois, quando mudou para a área de vendas. Em 2000, a fusão com a Antártica o trouxe de volta à TI, para promover a integração entre as duas cervejarias. “Era um desafio enorme. Vi que podia ajudar muito naquele momento e voltei”, recorda.

Além de bits e bytes
A carreira do executivo ilustra a proposta da AmBev para seus funcionários de TI. Especialistas exclusivamente em bits e bytes não têm espaço na empresa, que exige também de seus profissionais de tecnologia uma aguçada visão de negócios. “Eles têm de conhecer e saber de tecnologia, têm de criar um pipeline de inovação e têm de conhecer muito de negócio para saber como fazer a adequação da tecnologia”.

Prêmio Especial: As melhores áreas de TI para trabalhar em 2008 

Não à toa, a equipe de Vezza conta com profissionais certificados pelo PMI (Project Management Institute) e em ITIL, com cursos oferecidos pela companhia.

A política de treinamento da empresa envolve a participação em especializações no exterior e no MBA (Master in Business AmBev) oferecido em conjunto com a Business School de São Paulo. Em 2007, a companhia investiu 13 milhões de reais para o treinar 18 mil funcionários no MBA, que é composto de seis módulos sobre as mais diversas áreas da empresa.

O grande envolvimento com a área de negócios faz parte da cultura da companhia e também vai ao encontro da estratégia adotada pela AmBev no que diz respeito a seu ambiente tecnológico, que soma 27 mil usuários de TI, 10 mil estações de trabalho – das quais aproximadamente 6 mil são thin clients -, em cinco países da América Latina, além do Brasil.

À diretoria de TI cabem todas as funções que dizem respeito à gestão da tecnologia, de forma a garantir que os recursos tecnológicos dêem suporte ao negócio da corporação, que emite 130 mil notas fiscais diariamente. A opção pelo full outsorcing, diz o executivo, permitiu que a empresa focasse seus esforços apenas em atividades ligadas ao seu negócio.

Os 40 funcionários diretos de Vezza se dividem em duas áreas: serviços e projetos. O primeiro time cuida do dia-a-dia das aplicações e da infra-estrutura, como, por exemplo, a gestão do contrato e do desempenho do data center da empresa, que tem 520 servidores e funciona em Hortolândia, na IBM.

A outra equipe responde pelo gerenciamento de projetos, o que inclui geração de idéias, contratação de parceiros e elaboração do business case. “Todo orçamento de projetos é defendido pela TI com a visão de negócios e essa proximidade traz o sentimento de participação efetiva na estratégia da empresa”, observa Vezza.

A gestão da empresa é baseada na meritocracia. Todos os funcionários têm metas próprias e coletivas, estabelecidas no início do ano. Por sua vez, a companhia mantém programas de reconhecimento com benefícios não-monetários e também programas de participação nos resultados.

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